Batizada de “Belém Participa”, ferramenta deve ser lançada ainda em 2026 e permitirá consultas à população sobre prioridades da gestão. Uma das primeiras discussões será sobre multas por descarte irregular de lixo
A Prefeitura de Belém pretende lançar, ainda em 2026, uma plataforma de participação popular chamada “Belém Participa”. A iniciativa tem como objetivo ampliar o envolvimento dos moradores nas decisões e na definição de prioridades da administração municipal. O anúncio foi feito pelo prefeito Igor Normando, nesta sexta-feira (30), por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
Segundo o prefeito, a proposta é compartilhar com a população a responsabilidade pelas decisões relacionadas à cidade. “Vamos lançar ainda esse ano a plataforma ‘Belém participa’, a ideia é dividir a responsabilidade de decisões e prioridades com quem mora na nossa cidade”, escreveu. Normando também afirmou que a presença e a participação popular serão dois pilares importantes dos próximos dois anos da gestão municipal.
Multas por descarte irregular de lixo estarão entre as primeiras consultas
Em resposta ao comentário de uma internauta que apontou o descarte inadequado de resíduos como um dos principais problemas de Belém, o prefeito adiantou que uma das primeiras consultas realizadas por meio da plataforma será sobre a aplicação de multas a quem descartar lixo irregularmente.
“O trabalho tem que ser colaborativo entre a nossa gente e a prefeitura. Aliás, umas das primeiras consultas será em relação a multa pra quem descartar de forma irregular”, afirmou Normando.
A proposta coloca o descarte irregular de resíduos entre os primeiros temas que deverão ser submetidos à participação dos moradores. No entanto, o prefeito não detalhou quais medidas poderão ser adotadas a partir da consulta nem como as contribuições da população serão consideradas nas decisões da administração municipal.
Até o momento, também não foram divulgados a data exata de lançamento da plataforma, os critérios de participação ou os mecanismos que serão utilizados para a realização das consultas públicas.