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TRANSPLANTE

HSM chega a 100 transplantes de medula óssea realizados na Região Norte

A disponibilidade do procedimento em Belém amplia o acesso ao tratamento especializado para pacientes do Pará e de estados vizinhos

O Liberal

21 de outubro de 2026 às 14:29

HSM chega a 100 transplantes de medula óssea realizados na Região Norte

HSM chega a 100 transplantes de medula óssea realizados na Região Norte ( Foto: Foto: Igor Mota / O Liberal )

O Hospital HSM, em Belém, alcançou a marca de 100 transplantes de medula óssea realizados, consolidando a oferta de um tratamento de alta complexidade na Região Norte. A unidade é a única da região a realizar as duas modalidades de transplante: autólogo e alogênico. O centésimo procedimento foi realizado neste mês em Gabriel Barbosa, de 21 anos, paciente de Roraima diagnosticado com linfoma.

A disponibilidade do procedimento em Belém amplia o acesso ao tratamento especializado para pacientes do Pará e de estados vizinhos, que não precisam se deslocar para outras regiões do país. O transplante pode ser indicado para determinados tipos de câncer e doenças que comprometem a produção das células sanguíneas. O procedimento consiste na infusão de células-tronco saudáveis para ajudar a restabelecer a produção dessas células.

Transplantes

No transplante autólogo, são utilizadas as próprias células-tronco do paciente, coletadas e armazenadas previamente e reinfundidas após uma etapa de quimioterapia. Já no transplante alogênico, as células vêm de um doador compatível. A indicação depende da doença e da avaliação médica.

Natural de Boa Vista, em Roraima, Gabriel precisou deixar a cidade onde vive para realizar o tratamento em Belém. Ele fez o transplante autólogo. Durante o período de recuperação, o paciente enfrenta o desafio de permanecer longe de amigos e de parte da família, mas destaca a confiança na equipe médica como um fator importante.

“A equipe aqui do hospital passa confiança para a gente. É muito profissional. Dá para ver que eles têm todo um carinho com os pacientes. E isso passa uma segurança, uma tranquilidade para nós”, afirmou.

Gabriel Barbosa, paciente de Roraima diagnosticado com linfoma, fez o transplante em Belém.
Gabriel Barbosa, paciente de Roraima diagnosticado com linfoma, fez o transplante em Belém. (Foto: Igor Mota / O Liberal)

O jovem também relatou que o contato diário com familiares e amigos ajuda a enfrentar a distância. “Por mais que a gente tenha um pedacinho da família aqui, o pessoal com quem eu mais convivo está todo em Boa Vista, Roraima. Então, tem esse desafio de estar longe dos amigos e da família, mas é um processo que temos que passar para dar continuidade na vida”, disse.

A presença da mãe em Belém, acompanhando o tratamento, é outro apoio importante. “Ela é alguém que dá segurança, me dá muito apoio. Com ela aqui, eu me sinto mais seguro, mais confortável”, garantiu Gabriel.

O médico hematologista João Saraiva explicou que o transplante autólogo é indicado principalmente para doenças como mieloma múltiplo e alguns tipos de linfoma. “Ele funciona como uma consolidação da quimioterapia, para que o paciente consiga alcançar a remissão da doença e, eventualmente, a cura”, afirmou.

O médico hematologista João Saraiva explica sobre o transplante autólogo.
O médico hematologista João Saraiva explica sobre o transplante autólogo. (Foto: Igor Mota / O Liberal)

No caso do transplante alogênico, utilizado principalmente em doenças como leucemias, é necessário encontrar um doador compatível. “É um procedimento importantíssimo, de alta complexidade, que precisa de uma estrutura hospitalar equipada para que possa ser bem-sucedido”, ressaltou.

Segundo ele, a marca alcançada pelo HSM representa a concretização de um projeto desenvolvido ao longo de mais de uma década para ampliar a assistência especializada na região.

“A Região Norte não detinha nenhum centro de transplante até pouco tempo atrás. Então o HSM vestiu essa capa e realmente objetivou iniciar o transplante”, declarou Saraiva. “Essa é só uma das nossas primeiras comemorações. Agora vamos rumo ao transplante número mil”, declarou.

Tratamento

A hematologista Ana Luísa também destacou a importância de oferecer o tratamento próximo à residência dos pacientes, especialmente para quem enfrenta um câncer e depende do apoio familiar durante o processo.

“Conseguir trazer um serviço de alta complexidade, como o transplante de medula óssea, executá-lo na nossa região e disponibilizar isso para o paciente daqui, sem a necessidade de ele ter que sair, realmente é um divisor de águas”, afirmou.

A hematologista Ana Luísa destaca a importância de oferecer o tratamento próximo à residência dos pacientes.
A hematologista Ana Luísa destaca a importância de oferecer o tratamento próximo à residência dos pacientes. (Foto: Igor Mota / O Liberal)

Para a médica, a estrutura fortalece a assistência especializada na Região Norte. “Para o paciente oncológico, que é um paciente fragilizado e que depende de toda uma estrutura familiar, muitas vezes isso é decisivo. É um marco realmente na assistência médica, seja para o nosso estado, para os estados do entorno, mas principalmente para todos que procuram a instituição e que agora têm um serviço de referência”, concluiu.

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Foto: Igor Mota / O Liberal
Foto: Igor Mota / O Liberal