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Pará

Em Cametá, idoso mora em meio a ratos e se alimenta do mesmo que eles; veja

Poder público foi acionado e respondeu por meio de nota; veja o que foi dito

Abilio Dantas

24 de janeiro de 2021 às 15:18

( Foto: Reprodução )

Um senhor de 73 anos, que vive em situação de rua em Cametá, no Pará, tem vivido em um pequeno barraco em meio há ratos. Ele foi flagrado alimentando os animais e comendo o mesmo que eles. As cenas são fortes, veja:

Gerson Ribeiro Furtado na rua há mais de 20 anos. O barrocon onde foi encontrado fica na travessa Paulo Nogueira, no bairro da Matinha, em Cametá, no baixo Tocantins. Ele vive em condições desumanas. As imagens foram compartilhadas em redes sociais e chocam quem assiste.

Seu Gerson sobrevive com ajuda de pessoas que levam seu alimento. A realidade em que o idoso em situação de rua vive foi tornada pública, neste sábado (23), no blog de Leosam Arnoud, de Cametá, no baixo Tocantins. Segundo ele, Gerson está debilitado e praticamente cego. 

Em nota ao Grupo Liberal, a equipe do Centro de Referência Especializada de Assistência Social – Creas do município, afirma que está ciente da situação vivida pelo senhor. “Nos últimos dias circulam nas redes sociais vídeos e notícias a respeito da situação em que se encontra o senhor Gerson, uma pessoa que há anos está em situação de rua em nosso município. O caso já está recebendo a devida atenção da Secretaria de Assistência Social de Cametá”, assegura o órgão.

“A Secretaria vem por meio deste comunicado, informar à população em geral, que o processo do senhor Gerson, já havia sido iniciado, porém, encontrava-se parado. No entanto, foi solicitado o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para ele, mas infelizmente o mesmo se encontra com o CPF bloqueado pela Receita Federal. Este caso já foi encaminhado para o conhecimento do Ministério Público”, completa a nota.

A equipe do Centro de Referência Especializada de Assistência Social – CREAS afirma ainda que está “tomando todas as medidas possíveis e cabíveis para resolver a situação”. “Lamentamos o uso das redes sociais como plataforma de exploração política, por pessoas sem qualquer informação e preparo para lidar com este público – colocando em evidência a fragilidade humana, tirando fotos e compartilhando pelas redes sociais – em uma situação que está sendo resolvida, conforme o papel e a delimitação das competências do Creas, pela equipe técnica”, conclui o Creas.