DOM · 01 NOV 2026Assine

SAÚDE

Diabético com pé infeccionado aguarda leito há mais de 20 dias, em Tomé-Açu

Pedro Paulo Lima da Silva, de 61 anos, busca transferência para hospital com atendimento vascular

O Liberal

1 de novembro de 2026 às 09:25

( Foto: Divulgação )

Há quase 30 dias, Pedro Paulo da Silva, de 61 anos, aguarda a transferência para um hospital de referência com atendimento vascular após desenvolver uma infecção no pé. Diabético, ele feriu o pé ao pisar em um prego e foi internado no Hospital Municipal de Tomé-Açu em 2 de outubro, quando o quadro se agravou.

Segundo a filha, Luana Silva, ele recebeu alta em 25 de outubro, sem que o leito tivesse sido disponibilizado, e atualmente aguarda a transferência em casa.O problema começou depois que Pedro Paulo feriu o pé ao pisar em um prego. Por ser diabético, a lesão foi aumentando e se agravando. Inicialmente, ele fazia curativos em uma unidade básica de saúde, mas precisou ser levado ao hospital quando o quadro piorou.

“Ele feriu o pé com um prego e, como tem diabetes, o ferimento foi só crescendo. Ele estava fazendo curativo no postinho. No dia 2 de outubro, foi fazer o curativo no hospital, e o médico resolveu interná-lo porque o ferimento estava piorando muito”, relatou Luana.

De acordo com a filha, durante a internação, a equipe médica solicitou a transferência do paciente para um leito especializado. No entanto, a vaga não havia sido disponibilizada até o dia da alta, em 25 de outubro.

Luana conta que o médico orientou que o pai aguardasse o leito em casa. Segundo ela, a justificativa apresentada foi que, como ele não precisava de oxigênio, poderia evitar a exposição a bactérias e o risco de contrair outras infecções no ambiente hospitalar.

A família, porém, segue preocupada com a situação do idoso, que apresenta um ferimento infeccionado e precisa de acompanhamento especializado.

Família busca ajuda

Diante da falta de uma solução, os familiares tentam buscar alternativas para garantir o atendimento. Segundo Luana, uma das irmãs dela, que mora em Belém, conversou com um promotor de Justiça para entender por que a transferência ainda não havia sido realizada.

A família também procurou a Defensoria Pública, mas foi informada de que precisa agendar um atendimento para conversar com o promotor sobre o caso.

Enquanto isso, Pedro Paulo permanece em casa, aguardando a disponibilização de um leito para dar continuidade ao tratamento.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) para solicitar informações sobre a situação do paciente e a previsão de transferência. Até a publicação desta matéria, aguardava retorno.

Assuntos relacionados