A corda do Círio emocionou os fiéis que foram ver de perto um dos grandes símbolos da procissão de Nossa Senhora de Nazaré. O objeto está exposto na Estação das Docas desde a revisão feita no último sábado (26), quando foram verificados nós, argolas, conexões com as estações metálicas e toda a extensão do material. No total, 800 metros de corda estão divididos em dois trechos de 400 metros destinados para a Trasladação e para o Círio. Na Estação das Docas estão expostos os 400 metros da Corda que será utilizada no Círio. O objeto ficará exposto até o dia 10 de outubro, véspera do Círio.
A autônoma Franciane Garcia da Costa, de 29 anos, levou os dois filhos para verem a corda de perto. Sem a grande multidão e sufoco do Círio e da Trasladação, eles aproveitaram o momento para chegar do objeto que será carregado por milhares de romeiros. “Eu vim para trazer eles para ver bem de perto, e fazer a minha prece perto deles”, explicou a mãe. Ela já acompanhou a Trasladação. “Toda a vez que eu vejo a corda me emociono muito, fico muito emocionada”, complementou.
Os filhos Wallace da Costa Guimarães, de 9 anos, e William Júlio da Costa Guimarães, de 12 anos, também se emocionaram. “Eu gostei muito. Eu senti um arrepio, porque eu nunca vi a corda de perto”, falou o pequeno Wallace. Já William chorou ao ver a corda, porque lembrou das duas avós, que já faleceram. “Para mim é uma emoção, porque eu nunca vi e nunca toquei. Aí eu lembrei das minhas duas avós”, contou.
A funcionária pública Jaqueline Pereira, de 60 anos, de Belo Horizonte (MG), aproveitou as férias com estadia em Belém para conhecer mais e ver de perto a corda. “Olha é uma emoção tão grande, que todas as Nossas Senhoras me emocionam. Nossa Senhora de Nazaré, de Aparecida, todas. É uma emoção muito grande. Se pudesse ficaria para o Círio”, contou.
Parte da família de Jaqueline mora em Belém e sempre tenta convencê-la a assistir um dia a procissão de perto, mas por causa do trabalho, ela nunca pôde ficar em Belém em Outubro. “Percebo que isso é um sacrifício, mas também são as promessas, esperanças, que eles colocam na corda os pedidos de graças. É uma manifestação popular religiosa com grande validade. Eu gostaria de no ano que vem poder estar segurando nesta corda e fazendo os meus pedidos e agradecimentos a Nazinha”, disse a mineira.
Outro que aproveitou a estadia curta em Belém para conhecer a corda do Círio deste ano foi o profissional de educação física Fagner Vaz, de 33 anos. “Estou até arrepiado. Estava dando voltas aqui para ver essa beleza de Belém e me deparo com a corda do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Estou muito encantado, feliz, não vou estar infelizmente no Círio, mas aqui me sinto agraciado e presenciado, neste penúltimo dia que estarei neste Estado”, confessou.
O educador veio à Belém participar da Vigília do Frei Gilson, no Mangueirão, no último final de semana. Fagner conta que aguardará para prestar sua devoção à Nossa Senhora de Nazaré na capital do Amapá, quando será realizado o Círio de Macapá, uma semana após o Círio de Belém. O Círio de Macapá também possui Trasladação, Romaria Fluvial, Romaria dos Ciclistas e a Procissão do Círio.
“Digamos que seja o segundo maior Círio do mundo seja realizado em Macapá. Depois de Belém é lógico, que reúne milhões de pessoas. É uma cultura muito próxima, são muitos devotos, de Nossa Senhora de Nazaré, que por meio das suas intercessões, as nossas orações chegam ao seu filho Jesus”, revelou. Fagner já acompanhou o Círio de Belém e se sentiu próximo de Nossa Senhora de Nazaré. “É um sentimento de estar mais próximo de Maria, ela que é a nossa grande intercessora, que nos leva a Jesus. É um sentimento de filho de reconhecer a maternidade de nossa mãe”, detalha.
