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TURISMO NO PARÁ

Caravanas do interior lotam as areias de Salinas no último domingo de julho

Grupos familiares viajam por horas para prestigiar o litoral paraense antes da virada do mês

Gabi Gutierrez e Gabriel da Mota

26 de julho de 2026 às 12:04

Carros e barracas coloridas ocupam extensa faixa de areia na manhã deste domingo (26) na Praia do Atalaia

Carros e barracas coloridas ocupam extensa faixa de areia na manhã deste domingo (26) na Praia do Atalaia ( Foto: Wagner Santana / O Liberal )

A Praia do Atalaia, em Salinópolis, registra intenso fluxo na manhã deste domingo (26), com forte presença de banhistas do próprio estado do Pará. Famílias e grupos de amigos enfrentaram a estrada a partir de diferentes municípios com um objetivo comum. A meta das viagens é valorizar o nordeste paraense nesta reta final do mês, que marca as férias do verão amazônico.

Uma dessas mobilizações partiu de Castanhal, de onde 25 familiares saíram nas primeiras horas do dia. "A gente acha bom pra curtir, né? É mais família, mais tranquilo", afirmou a autônoma Nara Athayde, de 26 anos. Ela pontuou que o grupo escolhe o destino rotineiramente por oferecer um ambiente amplo, com espaço para as crianças brincarem em segurança.

A autônoma Nara Athayde (ao centro, de branco) viajou com 25 pessoas da família, de Castanhal
A autônoma Nara Athayde (ao centro, de branco) viajou com 25 pessoas da família, de Castanhal (Wagner Santana / O Liberal)

 

 

O fluxo de veículos até o balneário fluiu bem pela manhã, segundo a visitante. "A gente saiu umas 6h40. Foi bem tranquilo o trânsito, só quando a gente entrou mesmo em Salinas que estava um pouco mais engarrafado", relatou Nara. Após o banho de mar, o grupo já tem roteiro certo na cidade. "No finalzinho, a gente gosta de dar uma passeada pela orla também", complementou a autônoma.

'Prestigiar o que é nosso', dizem banhistas

O carpinteiro naval Amarildo Rosa liderou uma comitiva ainda maior, reunindo 40 pessoas que viajaram três horas desde São Domingos do Capim. "Salinas é um lugar ambiente especial pra gente: curtição, tomar um banho, pegar esse sol legal aqui, esse mar maravilhoso e desfrutar dessa maravilha que a gente tem no Pará", destacou Amarildo.

O carpinteiro naval Amarildo Rosa (de boné branco) viajou desde São Domingos do Capim com 40 pessoas
O carpinteiro naval Amarildo Rosa (de boné branco) viajou desde São Domingos do Capim com 40 pessoas (Wagner Santana / O Liberal)

A decisão de viajar apenas na reta final das férias envolveu a agenda de toda a comitiva.

"Foi por motivo de trabalho, a gente trabalha com profissão própria e precisou se organizar pra vir no último final do mês", explicou o carpinteiro.

Para aproveitar a viagem, o grupo pretende ir além da faixa de areia. "Queremos subir no Morro da Coca-Cola para desfrutar desse paraíso", projetou Amarildo.

Salinópolis (PA), 26 de julho de 2026
Wagner Santana / O Liberal
Wagner Santana / O Liberal

A valorização do 'Sal' também motivou visitantes que percorreram distâncias maiores e organizaram estadias prolongadas. A autônoma Elis Vieira viajou com familiares desde Rondon do Pará para passar o descanso inteiro na cidade. "Salinas é do Pará, da nossa região, então a gente sempre está prestigiando porque é nosso", disse Elis.

A autônoma Elis Vieira (ao centro, de pé) com familiares de Rondon do Pará
A autônoma Elis Vieira (ao centro, de pé) com familiares de Rondon do Pará (Wagner Santana / O Liberal)

 

A família chegou ao litoral na sexta-feira (24) e marcou o retorno apenas para a segunda (27), encarando o fluxo rodoviário intenso com naturalidade. "O trânsito está um pouco puxado, mas é como sempre no mês de julho. Estamos levando", ponderou a autônoma. A infraestrutura local pesou na escolha para acomodar os parentes.

"Salinas tem várias coisas. Temos filhos mais novos, então precisamos procurar um lugar onde a gente se sinta bem com eles", avaliou Elis.

Esportes sob o sol

Além do lazer tradicional, a extensão litorânea serve de cenário para quem busca aliar descanso e atividades físicas, aproveitando o tempo livre. A profissional de educação física Rafaellen Albuquerque, 42, viajou de Ananindeua para desfrutar do domingo.

"A gente vem sempre, primeiro pra correr e depois a gente aproveita a praia. Esse solzão merece", afirmou Rafaellen.

Para manter o equilíbrio e não abrir mão dos lanches nas barracas, ela adota estratégias contínuas. "Eu indico água de coco, pra se hidratar bastante, e de vez em quando estar se nutrindo", destacou a educadora.

Os cuidados com o corpo não param apenas na alimentação durante a exposição prolongada ao clima do nordeste paraense. "O cuidado primeiro é passar protetor no rosto, se hidratar muito bem e curtir o solzão", alertou a professora.