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REINVINDICAÇÕES

Bancários do Pará devem paralisar atividades por reajuste salarial e melhores condições de trabalho

A paralisação iniciará na quinta-feira (20), após 93,56% da categoria no Pará rejeitar a última proposta apresentada pelos bancos

O Liberal

18 de agosto de 2026 às 18:31

Bancários e bancárias de todo o Pará estão há mais de um mês em Campanha Nacional por valorização salarial, profissional e melhores condições de trabalho

Bancários e bancárias de todo o Pará estão há mais de um mês em Campanha Nacional por valorização salarial, profissional e melhores condições de trabalho ( Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil )

Bancários e bancárias de todo o Pará devem paralisar as atividades nesta quinta-feira (20), em mobilização da campanha nacional da categoria por valorização salarial e profissional, além de melhores condições de trabalho. A informação foi detalhada pelo Sindicato dos Bancários nesta terça-feira (18). Ainda de acordo com a entidade, a primeira rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ocorreu em 2 de julho e, desde então, foram realizadas sete reuniões em São Paulo.

Nesta terça-feira (18), foi realizada a oitava rodada de negociação com a Fenaban, um dia após mais de 93,56% da categoria no Pará aprovarem a paralisação das atividades na próxima quinta-feira (20), em todo o Estado, em rejeição à última proposta apresentada pelos bancos.

Os bancários reivindicam 5% de aumento real nos salários e em outras verbas, como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação e vale-refeição. A proposta apresentada pelos bancos prevê o congelamento do piso de ingresso para novos trabalhadores e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas não estabelece os critérios nem os percentuais de cada faixa.

Reinvindicações

A categoria também reivindica o fim das metas abusivas; a manutenção do atual formato da PLR, com percentual do salário, parcela fixa e adicional; a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho; a continuidade da mesa única de negociação para toda a categoria; a defesa dos empregos bancários e dos bancos públicos; e uma maior distribuição dos ganhos gerados pela tecnologia.

Entre as reivindicações também está o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, com a preservação da privacidade dos trabalhadores.

Bancos locais

O Pará possui um banco estadual, o Banpará, e um banco regional, o Banco da Amazônia (Basa). Com as duas instituições, a categoria também mantém mesas de negociação específicas.

No Basa, a quinta rodada de negociação apresentou dados sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026 e apontou que as metas não foram atingidas no primeiro trimestre. Até o momento, não haverá distribuição do benefício, uma vez que alguns indicadores ficaram zerados no período.

No Banpará, cinco rodadas de negociação já foram realizadas. Na última, em 12 de agosto, foram discutidos o adicional de qualificação profissional, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a redação do Vale-Cultura.

A reportagem do Grupo Liberal solicitou um posicionamento sobre o caso ao Basa e ao Banpará e aguarda retorno. 

Qualificação profissional

Atualmente, a qualificação profissional dos empregados do Banpará é contemplada pelo Programa de Desenvolvimento Educacional do Banpará (PDEB). Como alternativa ao programa, o banco propôs a criação de um adicional de qualificação profissional, com início previsto para 1º de janeiro de 2027.

O adicional será pago durante a vida funcional do empregado e terá incidência sobre o salário-base, o anuênio e os reflexos legais. O benefício não será cumulativo e será destinado a cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) que tenham relação direta com as áreas estratégicas do banco e com a área de atuação do empregado.

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