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Outubro Rosa: prevenção e superação são as palavras-chaves da campanha

Hábitos de vida saudáveis contribuem para a prevenção da doença

Marina Pereira

Prestes a completar 15 anos, a campanha Outubro Rosa chega para mobilizar todo o Brasil com o objetivo de conscientizar as mulheres para a prevenção e detecção precoce do câncer de mama. São 15 mil mortes por ano, o que representa 2,5% das mortes de mulheres. A doença é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em praticamente todas as regiões do País.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), só em 2022, o Brasil diagnosticará 66 mil novos casos da doença — 99% em mulheres e apenas 1% em homens. Os diagnósticos avançados representam 40% dos casos. O Inca alerta que uma entre 12 mulheres no Brasil terá câncer de mama e a maioria das mortes ainda se dá por falta de informação e tratamento correto.

A médica especialista em oncologista clínica Larissa Mota diz que o câncer de mama é o mais incidente no público feminino (Arquivo pessoal)

De acordo com a médica Larissa Costa, especialista em oncologia clínica, o câncer de mama é uma multiplicação desordenada das células dos seios, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos do corpo. “Esse assunto deve sempre ser falado, não somente no mês de outubro, mas porque é o câncer de mama mais incidente na população feminina, e quanto mais recente for o diagnóstico, melhores são as condições de tratamento e maiores são as chances de cura para essas mulheres”, pontua.

Autoexame

O autoexame das mamas é uma avaliação complementar e não substitui os exames tradicionais. É realizado pela própria mulher, sendo importante tanto para seu autoconhecimento, quanto para que seja possível identificar possíveis alterações nas mamas. É recomendado que seja feito por mulheres a partir de 20 anos e após o período menstrual.

O indicado é fazer o procedimento em frente ao espelho, primeiro observar as mamas com os braços caídos, depois levantar os braços e observar os seios novamente e, por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama, como cor, presença de nódulo ou mesmo mudanças no formato das mamas. 

Prevenção

Além do autoexame, de acordo com a Larissa, é importante cuidar da qualidade de vida, fatores como a prática constante de exercícios físicos, hábitos alimentares saudáveis e realização anual dos exames de rastreamento são fatores primordiais na prevenção do câncer de mama. 

“A dica para prevenção é investir na qualidade de vida, optar por uma alimentação mais saudável, rica em frutas, verduras, carnes brancas, evitar alimentos embutidos e processados, além de fazer atividade física e fazer anualmente os dias de rastreamento”, afirma a oncologista. 

Fé e superação

Para a professora de dança e bailarina profissional, Gemille Sales, as palavras superação, otimismo e não são suficientes. No início de 2018, aos 43 anos de idade, ela foi diagnosticada com câncer de mama, após sentir um incômodo e um pequeno nódulo na mama direita. 

“Tudo começou em 2018, após sentir uma leve dor e um pequeno caroço na mama direita, um mês depois senti o nódulo maior e mais dolorido, logo em seguida procurei a minha ginecologista, fiz alguns exames e fui diagnosticada com câncer de mama hormonal. Graças a Deus eu tive um diagnóstico precoce, o câncer ainda estava em fase inicial e não havia atingido a minha corrente sanguínea e dei início ao tratamento”, conta Gemille. 

A professora de dança e bailarina, Gemille Sales, descobriu o diagnóstico em 2018, aos 43 anos de idade (Arquivo pessoal)

Durante o tratamento, a bailarina teve de fazer a cirurgia de quadrantectomia, que consiste na retirada apenas da parte da mama acometida pelo câncer. Após um ano e meio, realizou o total de 16 sessões de quimioterapia, sendo vermelhas e brancas, e 25 sessões de radioterapia, hoje segue fazendo o processo com hormonioterapia.

“Com o resultado que dizia detalhadamente o que eu tinha, o câncer já tinha nome e sobrenome e dei início ao meu tratamento. Realizei a cirurgia de quadrantectomia, onde caíram meus cabelos, sentia enjoos e vômitos, fadiga e mal-estar, e assim que pude, retornei às atividades físicas, que me ajudaram com a insônia, dores nas articulações e com processos depressivos”, conta. 

Grupo Laços de Amor

O Grupo Laços de Amor leva apoio, informação e compreensão à pacientes com o diagnóstico de câncer de mama (Arquivo pessoal)

E para amenizar as dores e tornar o processo mais leve, durante esse período, Gemille Sales conheceu o Grupo Laços de Amor, que foi criado por pacientes diagnosticadas com câncer de mama e tem como objetivo levar apoio e informação de qualidade à pacientes e familiares. Hoje, a professora e bailarina faz parte da organização do grupo e empodera outras mulheres sobre a doença e a viverem intensamente.

“Nesse processo encontrei o grupo Laços do Amor, que me acolheu, me orientou e me fortaleceu para o tratamento que viria pela frente, hoje, como forma de retribuição por tanto recebido, faço parte da organização. Vivemos intensamente, o câncer não nos define, a morte virá para todos e quando a minha vier, que me encontre vivendo”, afirma. 

Outubro Rosa
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