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Há 80 anos, O Liberal forma novas gerações do jornalismo paraense

Repórteres que começaram como estagiárias no Grupo Liberal destacam aprendizados e experiências que contribuíram para a construção de suas carreiras

Gabriel Pires
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O jornal O Liberal se consolidou não apenas como um dos principais veículos de comunicação do Pará, mas também como espaço de formação e desenvolvimento de profissionais que ajudaram a construir diferentes gerações do jornalismo paraense. Ao longo de sua trajetória, a redação se tornou casa de grandes talentos, reunindo jornalistas que iniciaram suas carreiras na empresa.

Aos 22 anos, a repórter de Atualidades Lívia Ximenes iniciou sua trajetória no jornal como estagiária do portal OLiberal.com, em novembro de 2023. Permaneceu na função por um ano, período em que concluiu a graduação. Em 2024 e 2025, passou a atuar como freelancer até ser efetivada, em junho de 2026. Para ela, estagiar no Grupo Liberal é um sonho para muitos estudantes de jornalismo, e essa etapa foi fundamental para sua formação e desenvolvimento profissional em O Liberal.

“No início, fui alocada no caderno de Cultura e, pouco tempo depois, fui transferida para SEO, que é um mundo completamente diferente. O começo, em ambas editorias, foi desafiador. Tive que aprender a ser jornalista de verdade, pesquisar muito, desbravar temas desconhecidos, sintetizar assuntos longos e expandir temas pequenos. Tudo isso, claro, com orientação dos coordenadores. Abílio Dantas, de Cultura, e Heloá Canali, de SEO, foram meus professores no Grupo Liberal”, conta a jovem jornalista.

Considerada curiosa e com vontade de se desenvolver, Lívia conta que o aprendizado foi fundamental para sua trajetória profissional. Para ela, é essencial estar aberta a ser ensinada e aprender, reconhecendo que nenhum profissional, independentemente da área, é bom o suficiente a ponto de não precisar conhecer algo novo.

“Durante o estágio, eu prestava muita atenção no que os jornalistas formados e efetivados faziam. Às vezes, observava só de longe mesmo, lia os materiais, tentava entender como aquela informação tinha sido obtida do entrevistado e notava como a notícia ia ao ar. Eu comparava bastante meu texto com o deles e isso não me deixava triste ou para baixo, pelo contrário, me impulsionava a escrever melhor. Continuo fazendo isso até hoje, mas, claro, não deixo que essa atitude consuma o meu estilo de escrita”, comenta.

Conhecimento

Para ela, é importante absorver todo o conhecimento possível de quem é mais experiente, sendo um dos exercícios do jornalismo. “Quando preciso falar sobre um tema que não domino, tento logo conversar com quem sabe mais, seja um colega jornalista ou um amigo de outra área que entenda do assunto”. “Tenho 22 anos e o Grupo Liberal, referência em jornalismo no estado do Pará, está no meu currículo – da posição de estagiária ao cargo de repórter. Isso é fantástico para mim é um orgulho para aqueles que amo”, acrescenta .

Atualmente repórter de Cultura, a jornalista Amanda Martins, 27, lembra que o Grupo Liberal foi seu primeiro emprego e o lugar onde construiu a maturidade profissional que tem hoje. A experiência como estagiária no portal, ainda em 2020, foi fundamental para sua formação, conta Amanda. “Como a grande maioria dos estudantes de jornalismo que moram em Belém, também era meu sonho entrar no Liberal, por saber a importância que o veículo tem no estado e também pela tradição dele”, comenta.

Acolhimento

Ela conta que o início da carreira foi marcado também pelo acolhimento e pela confiança recebidos no Grupo Liberal. A experiência como estagiária foi importante para assumir responsabilidades, aceitar desafios e aprimorar a escrita. Entre os principais aprendizados, destaca o incentivo à curiosidade, à criatividade e à busca constante por evolução.

“Eu tive sorte de não apenas ter tido dois chefes de estágio que acreditaram em mim, que foi o Carlos Fellip e a Heloá, como uma equipe de editores web na época, que me incentivavam sempre querer melhorar, aceitar desafios, escrever sobre tudo. Mas o que me marcou mesmo e eu levo até hoje foi como a Heloá me ensinou ser curiosa e ativar minha criatividade. Ela incentivava os estagiários todos os dias”, relembra.

Ela relembra que, no início, se sentia pequena diante da dimensão da redação, mas que, com o tempo, passou a se sentir parte daquele espaço, que hoje considera também parte de sua trajetória. “Hoje, quando vejo novos estagiários entrando, torço para que eles se dediquem também, que se envolvam, abracem oportunidades, porque faz toda a diferença. Ainda sinto o mesmo frio na barriga quando chego para fazer algo novo, e o mesmo brilho nos olhos quando algo me encanta. Esse é o meu motivo”, relata.

“Sempre estive disposta a agarrar todas as pautas que surgissem. Assalto com refém!? Bora. Entrevistar a Fafá de Belém? Vamos. A gasolina aumentou? Pego o meu caderninho de anotação e partiu posto. A nossa profissão exige versatilidade, e uma das minhas características é essa. Não à toa, já passei, alguns por maiores períodos e outros não, por quase todas as editorias. Menos esporte”, diz.

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