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RELEVÂNCIA

Profissionais de O Liberal são reconhecidos por reportagens premiadas

Reconhecimentos refletem a atuação de profissionais em reportagens de destaque.

Gabriel Pires

18 de setembro de 2026 às 10:00

Modificado em 22 de setembro de 2026 às 15:39

Gabi Gutierrez, repórter do núcleo de Política e Economia do Grupo Liberal

Gabi Gutierrez, repórter do núcleo de Política e Economia do Grupo Liberal ( Foto: Wagner Santana / O Liberal )

Ao longo dos 80 anos do jornal O Liberal, repórteres tiveram trabalhos reconhecidos em importantes prêmios de jornalismo. Por trás de cada produção premiada, estão histórias de apuração, desafios e momentos que marcaram a trajetória dos profissionais. Gabi Gutierrez, repórter de Política e Economia, e Dilson Pimentel, que cobre Cidades, ganharam destaque com reportagens premiadas.

Em 2025, a jornalista Gabi Gutierrez que está há dois anos no grupo, conquistou o 1º lugar na categoria Texto do 12º Prêmio Sebrae de Jornalismo no Pará. A premiação reconheceu a reportagem “Ver-o-Peso abre portas para a economia e o empreendedorismo paraense”, produzida pela jornalista. A reportagem foi realizada com o então fotojornalista e coordenador de audiovisual do Grupo Liberal, Tarso Sarraf.

Gabi explicou que a ideia de produzir a matéria no Ver-o-Peso, com foco no empreendedorismo, surgiu a partir de outras pautas da rotina, que são mais cotidianas e nem sempre permitem um olhar aprofundado sobre esses espaços. A partir das visitas a trabalho ao mercado, ela percebeu que muitos dos entrevistados trabalhavam em barracas que pertenciam a familiares, como avós, tios, pais ou mães. 

Para ela, além de serem negócios, esses empreendimentos representam uma atividade geracional, que atravessa décadas e garante o sustento de diferentes membros da família. “Trouxemos como referência os restaurantes que têm como carro-chefe a culinária paraense e como esses estabelecimentos têm o Ver-o-Peso como um referencial na hora de se abastecer com os insumos da nossa culinária. Então, além de gerar vários empreendimentos, que já passam de um simples negócio e se tornam verdadeiras empresas, o Ver-o-Peso também abre portas para o turismo, para a culinária e movimenta a economia em diferentes setores”, diz.

A jornalista considera que, além do reconhecimento, a premiação também ajuda a levar histórias locais cada vez mais adiante. E, principalmente, fortalecer o debate sobre a cultura paraense. “Nossa responsabilidade também é dar voz a uma comunidade, a uma população que confia na gente para representá-la em um veículo que tem uma audiência regional e também nacional. A gente consegue quebrar essas barreiras, porque talvez essas pessoas não tenham a mesma facilidade de levar suas histórias para outros espaços”, conta Gabi. 

Marajó

E, em 2022, o jornalista Dílson Pimentel, de O Liberal e portal OLiberal.com, foi vencedor do Prêmio da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), na categoria online, com a série “Marajó”. O trabalho mostrou os impactos da covid-19 na população do Arquipélago do Marajó e os desafios enfrentados pelos moradores no período de retomada após a pandemia. A matéria foi realizada em parceria com Tarso Sarraf. A dupla percorreu cidades da região para contar histórias de personagens que contraíram a doença, sobreviveram e precisaram reconstruir suas vidas. 

Segundo o jornalista, o reconhecimento é resultado de um trabalho em equipe, marcado por apuração responsável e compromisso com a qualidade da informação. Para Dilson, receber reconhecimento em âmbito nacional é importante para qualquer profissional, mas ele destaca que a produção de um bom conteúdo jornalístico é fruto do trabalho conjunto de diversos jornalistas.

“Nesse caso, de uma redação que atuou de forma integrada e com o compromisso de divulgar as melhores informações e as melhores imagens, sempre considerando as pessoas como seres humanos e não como meros “personagens” das matérias. Foi gratificante. Mas, independente de qualquer premiação - o que, repito, é algo importante - eu já me sentia ‘premiado’ pela oportunidade de fazer uma reportagem jornalística tão importante e, para mim, histórica”, comenta.

Um dos principais desafios foi a logística, por causa das distâncias entre as comunidades, mas o resultado do material foi animador, segundo ele. “Nosso deslocamento foi feito em embarcações. Também houve o desafio de tentar localizar as pessoas que haviam sido entrevistadas dois anos antes. Não sabíamos se as encontraríamos com vida. Mas, graças a Deus, conseguimos localizar praticamente todas essas pessoas. Produzimos um conteúdo muito rico. Fizemos um jornalismo ético, preocupado com os direitos humanos e dando voz às pessoas que, historicamente, são excluídas socialmente”, lembra.