Informar sobre fatos de interesse público que acontecem nas cidades do Pará, com credibilidade e responsabilidade, faz parte da rotina da cobertura policial de O Liberal. No digital, esse trabalho ganhou o desafio de acompanhar os acontecimentos em tempo real, sem deixar de lado a apuração e a confiança na informação, marcas do jornal. Para isso, os repórteres acompanham cada caso de perto e trabalham na checagem das informações antes de levá-las ao público.
Há cinco anos no O Liberal, a jornalista Ana Laura Carvalho, 30, destaca que a informação responsável e a apuração precisa são bases da rotina dos repórteres de Polícia. Se antes era necessário fazer as chamadas “rondas” locais para acompanhar as ocorrências, hoje as informações podem chegar instantaneamente à redação, como lembra a repórter, que já foi estagiária.
Nesse cenário, a cautela se torna ainda maior, tanto na verificação dos fatos quanto na forma como eles são divulgados. “É preciso saber até onde ir com uma informação, o que pode ser publicado naquele momento e o que precisa ser preservado para não prejudicar uma investigação, uma vítima, uma pessoa envolvida ou a própria fonte”, observa.
Ana Laura destaca ainda que Polícia e Esporte estão entre as editorias que mais despertam o interesse do público e geram audiência. Isso porque, no caso de Polícia, os leitores buscam entender aquilo que acontece no dia a dia. Há uma curiosidade em saber onde os crimes estão acontecendo, quais bairros são afetados, quais são os tipos de ocorrência mais comuns e quais situações podem representar um risco no dia a dia.
“Mas acredito que a importância da cobertura policial vai muito além de simplesmente informar que um crime aconteceu. O jornalismo também tem um papel de serviço. Quando mostramos, por exemplo, os golpes mais comuns, explicamos como os criminosos atuam ou alertamos sobre determinadas formas de assalto e fraude, estamos ajudando o leitor a se prevenir. Então, uma boa cobertura policial não deve apenas contar o que aconteceu. Ela também precisa ajudar a sociedade a entender aquele problema e, quando possível, evitar que outras pessoas se tornem vítimas”, detalha Ana Laura.
Atenção na apuração
Entre os jornalistas que também compõem a editoria, a repórter Maiza Santos, de 27 anos, relata que sua trajetória no jornal O Liberal teve início em 2021, quando ingressou como estagiária. Com sua contratação como repórter em 2024, ela passou a integrar a editoria de Polícia. Ela comenta que a cobertura policial exige atenção na apuração e produção das matérias. Ao longo de décadas, esse compromisso com uma informação responsável e confiável se consolidou como um dos pilares do Grupo Liberal.
Com o avanço do digital e o maior alcance das informações, Maiza reforça a importância de confirmar cada informação com o máximo possível de fontes oficiais, além de respeitar os limites éticos da profissão. “Uma única informação mentirosa compartilhada pode gerar um transtorno muito grande, tanto para as vítimas e demais envolvidos quanto para a própria imprensa. Por isso, o jornalista precisa ter esse cuidado minucioso de confirmar os fatos antes de divulgar e garantir que o público receba uma informação verdadeira”, considera Maiza.
Segundo a jornalista, a população costuma acompanhar informações policiais por meio de veículos nos quais confia. No Pará, O Liberal consolidou uma forte credibilidade junto ao público. “Hoje, uma informação pode alcançar um número muito maior de pessoas em um espaço de tempo muito menor. É perceptível que O Liberal acompanhou essa evolução e continua se atualizando para garantir que o público receba informação de qualidade o mais rápido possível”, destaca.
A rotina de produção também envolve o jornalista Saul Anjos, 27, que entrou no Grupo Liberal em 2022 e chegou a integrar o caderno de Atualidades, mas se encontrou na cobertura policial. Para ele, a editoria tem papel importante por levar ao conhecimento da população o trabalho das polícias e da Justiça na área da segurança pública, além de informar sobre ocorrências registradas em diferentes regiões de Belém e do Pará.
Casos de repercussão
Ele relata que, a partir de casos de maior repercussão, a equipe acompanha os desdobramentos e amplia a cobertura, abordando, por exemplo, registros de assaltos, furtos e feminicídios, de modo a mostrar diferentes aspectos da realidade da segurança pública. “É preciso sempre procurar os dois lados em assunto policial. Normalmente, as pautas que lidamos podem fazer com que alguém seja condenado, antes mesmo de ir ao tribunal. Por isso, é muito importante que essa pessoa explique o lado dela na história”, observa.
“Outro cuidado que deve ser tomado é na utilização das imagens em materiais policiais. As notícias com as quais lidamos são impactantes e, muitas vezes, chocantes. Para trabalhar com o conteúdo audiovisual dentro delas, o repórter tem de ter, além da ética profissional, empatia. Porque a imagem que sai em destaque é a mesma que a família da vítima vai olhar no jornal no dia seguinte. Nosso trabalho é noticiar um fato e não aumentar a dor de alguém que está sofrendo, principalmente por luto”, completa Saul.