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VÍDEO: Mulher é resgatada com vida após passar 11 dias soterrada em enchentes no Nepal

Chandika Shrestha, de 55 anos, foi localizada entre lama e escombros após equipes de resgate ouvirem a voz dela

Gabrielle Borges

8 de setembro de 2026 às 09:04

A vítima conseguiu sobreviver em um pequeno bolsão de ar formado entre as estruturas destruídas.

A vítima conseguiu sobreviver em um pequeno bolsão de ar formado entre as estruturas destruídas. ( Foto: Reprodução )

Uma mulher de 55 anos foi resgatada com vida após permanecer 11 dias soterrada entre lama e destroços provocados pelas enchentes que atingiram o Nepal. Chandika Shrestha foi localizada no sábado (5), na vila de Betrawati, no distrito de Nuwakot, uma das áreas mais afetadas pela tragédia.

Chandika estava presa sob os restos de uma casa que desabou durante as enchentes. De acordo com relatos do resgate, equipes de segurança ouviram a voz da mulher em meio aos escombros e iniciaram uma operação para abrir um caminho até o ponto onde ela estava.

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A vítima conseguiu sobreviver em um pequeno bolsão de ar formado entre as estruturas destruídas. Os socorristas precisaram remover lama e partes da construção até conseguir retirá-la do local com segurança. Após o resgate, Chandika foi encaminhada para atendimento médico em Katmandu, capital do Nepal.

Enchentes e deslizamentos deixam milhares de mortos e desaparecidos

As enchentes e os deslizamentos começaram em 26 de agosto, após o colapso de uma geleira provocar uma grande onda de água e lama na região do Himalaia. A força da enxurrada atingiu comunidades inteiras e causou danos a estradas, pontes, imóveis e instalações de projetos hidrelétricos.

As áreas próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, estão entre as mais atingidas pelo desastre. No Nepal, 1.341 corpos haviam sido recuperados e aproximadamente 4.996 pessoas permaneciam desaparecidas, segundo dados divulgados pelas autoridades no domingo (6).

O cenário deixado pelas enchentes e deslizamentos mobilizou equipes de emergência em busca de sobreviventes e de pessoas que continuam desaparecidas sob os escombros.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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