O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que, se o Irã estiver ligado ao copiloto que tentou derrubar um voo com destino a Israel, a República Islâmica será atingida "muito duramente" pela tentativa contra a vida de mais de 180 pessoas a bordo.
Sem provas, Trump fez a ameaça enquanto investigadores apuram o que motivou o copiloto a esfaquear o comandante do voo, provocando uma queda abrupta do avião da FlyDubai antes de a tripulação e passageiros conseguirem conter o ataque e forçar um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Questionado por repórteres na Casa Branca sobre possíveis vínculos entre o agressor e Teerã, Trump disse que o governo "está trabalhando nisso agora". "Eu diria que a resposta, pelo que estou ouvindo, é sim, mas estamos trabalhando nisso agora", afirmou, sem explicar por que suspeita de envolvimento iraniano.
Perguntado se os EUA retaliariam caso fique comprovada a ligação do Irã, Trump respondeu: "Ah, eles serão atingidos, muito duramente, não se preocupe". "É só perguntar a eles", disse. "Eles sabem o que aconteceu."
As declarações ocorrem em meio a sinais de estagnação nas tentativas diplomáticas de encerrar a guerra. Na quarta-feira, autoridades iranianas indicaram que receberam uma resposta oficial dos EUA à mais recente proposta de Teerã para pôr fim ao conflito de sete meses - proposta que Trump havia rejeitado publicamente poucos dias antes. O Irã não informou o conteúdo da resposta nem se foi uma recusa.
Em entrevista à revista Time publicada na quinta, Trump disse que não aceitará propostas iranianas que ele "não teria aprovado há um ano" e deixou em aberto a possibilidade de retomar bombardeios após a eleição americana de 3 de novembro.
Também nesta quinta, um funcionário dos EUA disse à AP que as Forças Armadas americanas enviaram cerca de 9.000 militares a bordo de um grupo de navios para o Oriente Médio. Segundo esse funcionário, que falou sob anonimato por se tratar de operações sensíveis, o reforço pode significar a presença de três porta-aviões na região já no fim de outubro.
Apesar da rejeição pública de Trump, mediadores continuam trabalhando com Irã e EUA para tentar costurar um acordo para encerrar os combates e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo autoridades ouvidas pela AP sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a comentar publicamente. Fonte: Associated Press.
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