O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o conflito contra o Irã não deve ser considerado uma guerra, em entrevista à Fox News na noite da segunda-feira, 2. "Não é possível chamar de guerra quando faz meses que não atiramos contra eles", disse. "Mas pode virar uma guerra se não houver um acordo em breve."
O conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel com um ataque contra o Irã, provocou uma escalada dos preços do petróleo e virou a principal preocupação dos eleitores americanos, que irão nesta terça-feira às urnas para renovar a Câmara e dois terços do Senado.
Segundo Trump, as ações militares realizadas recentemente foram um "pequeno desvio de rota" necessário para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. O presidente americano voltou a chamar o país persa de "principal patrocinador estatal do terrorismo" e disse que, após a ofensiva, o regime iraniano estaria em desvantagem de recursos militares e econômicos para negociar. Teerã "quer terrivelmente um acordo" para encerrar a guerra, voltou a dizer Trump.
O líder norte-americano afirmou ainda que, apesar do confronto, o mercado acionário e os ganhos das contas de aposentadoria estariam em patamar superior ao do período anterior ao início da crise. Trump disse ainda que o petróleo recebido da Venezuela fortaleceu o estoque americano da commodity, que representaria "mais de 50% do estoque mundial", com o reforço do país sul-americano.
O presidente dos EUA ainda tratou como uma "conquista" o acordo estabelecido para exploração da Groenlândia, que movimentaria "trilhões de dólares". "Conseguimos a Groenlândia, algo que todos disseram que era impossível, inclusive a Europa", afirmou.
Ao fim da entrevista, Trump pediu que eleitores votem como o nome dele estivesse na cédula e ressaltou a redução de impostos e a atração de fábricas como trunfos eleitorais. "Vamos produzir nosso próprios medicamentos. Hoje, tudo vem da China", disse.
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