O papa Leão XIV defendeu a aproximação entre os países sul-americanos como caminho para enfrentar as diferenças políticas e os problemas sociais que atingem a região. A manifestação ocorreu neste sábado (7), durante uma celebração religiosa em Paysandú, no Uruguai, que reuniu aproximadamente 40 mil pessoas, mesmo sob forte chuva.
Ao abordar a necessidade de fortalecer os vínculos entre as nações, o pontífice recorreu à imagem da Ponte Internacional General Artigas, que liga o Uruguai à Argentina. Para ele, a construção de pontes representa também a disposição de estabelecer relações, promover o intercâmbio e superar distanciamentos.
A defesa do diálogo regional já havia aparecido na agenda do papa na sexta-feira (6), quando ele se reuniu com autoridades uruguaias. Na ocasião, incentivou os países do continente a trabalharem juntos diante de desafios comuns, como a instabilidade política, a degradação ambiental e o tráfico de armas.
Viagem do papa pela América do Sul
A passagem pelo Uruguai integra uma viagem internacional de 12 dias, com compromissos também na Argentina e no Peru. A programação começou no país uruguaio e tem previsão de encerramento em 17 de novembro.
A escolha do continente tem relação com a trajetória pessoal e religiosa de Leão XIV. Antes de assumir o pontificado, ele trabalhou como missionário no Peru durante décadas e chegou a adquirir a cidadania peruana. Aos 71 anos, é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos.
No Uruguai, a agenda também contempla visitas a comunidades vulneráveis. Uma das paradas previstas é Casavalle, bairro localizado na periferia de Montevidéu, que enfrenta problemas relacionados à violência e à atuação de grupos ligados ao tráfico de drogas.
Depois de concluir os compromissos no país, o pontífice seguirá para a Argentina, onde tem encontro previsto com o presidente Javier Milei. A última etapa da viagem será no Peru.
A agenda sul-americana ocorre em um momento de atenção às questões políticas, sociais e ambientais do continente. Ao longo das visitas, o papa tem reforçado a necessidade de diálogo entre governos e sociedades como instrumento para enfrentar problemas que ultrapassam as fronteiras nacionais.
