O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a Colômbia na semana passada subiu para 319, segundo a última atualização divulgada pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) na noite de quarta-feira, 19.
O órgão informou que 4.469 pessoas ficaram feridas e que 260 continuam desaparecidas. Ao todo, mais de 272 mil pessoas foram afetadas pelo tremor em 476 cidades de 15 departamentos do país.
Também foram resgatados 549 animais. Em relação aos danos à infraestrutura, a UNGRD detalhou que mais de 151 mil casas foram danificadas e 30 mil foram destruídas, além de 302 edifícios que colapsaram.
Detalhes do Terremoto
O terremoto ocorreu em 10 de agosto, a cerca de 100 quilômetros de profundidade. O epicentro foi próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, localizado no oeste da Colômbia. Não foi emitido alerta de tsunami.
Inicialmente, o Serviço Geológico Colombiano havia informado uma magnitude de 6,6, mas o índice foi posteriormente revisado para 7,4. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também confirmou a magnitude de 7,4.
Emergência Econômica e Planos de Reconstrução
Na quarta-feira, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a assinatura do decreto que declara Emergência Econômica. Ele explicou que a medida permitirá criar o espaço fiscal necessário diante da tragédia, priorizar os recursos públicos e garantir o atendimento às vítimas, bem como a reconstrução.
"A magnitude desta tragédia exige que atuemos em várias frentes ao mesmo tempo: continuar as buscas por nossos desaparecidos, atender os feridos e as pessoas afetadas, recuperar a infraestrutura essencial e preparar, desde já, a reconstrução das regiões atingidas", escreveu De la Espriella em publicação no X.
O presidente afirmou que o governo avançou nas conversas com seguradoras para agilizar o pagamento das apólices aos proprietários das moradias afetadas, com prioridade para famílias de baixa renda e moradores de habitações de interesse social. Ele garantiu que os cidadãos que não têm seguros contarão com o apoio do Estado.
"Agora temos pela frente uma tarefa enorme: reconstruir moradias, comércios, escolas, hospitais, estradas e comunidades inteiras. Faremos isso unidos, com o setor privado, as autoridades locais, os órgãos de socorro, a cooperação internacional e, sobretudo, com a força e a solidariedade de milhões de colombianos", acrescentou De la Espriella.
