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MUNDO

Macron reitera à chefe da Comissão Europeia que acordo UE-Mercosul é 'inaceitável'

O tratado que está sendo discutido pela UE e Mercosul criaria a maior área de livre comércio do mundo

Agence France-Presse (AFP)

5 de dezembro de 2024 às 13:53

Passagem de Emmanuel Macron na capital paraense contará com visita na fábrica de chocolates “Filha do Combu”

Passagem de Emmanuel Macron na capital paraense contará com visita na fábrica de chocolates “Filha do Combu” ( Foto: Gonzalo Fuentes/Associated Press/Estadão Conteúdo )

O presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou nesta quinta-feira (5) à chefe da Comissão Europeia que o projeto de acordo comercial entre a UE e os países do Mercosul era “inaceitável”, informou seu gabinete.

“O projeto de acordo UE-Mercosul é inaceitável em seu estado atual”, disse Macron a Ursula von der Leyen, que deverá participar de uma cúpula importante em Montevidéu, onde o pacto poderá ser finalizado.

“Continuaremos a defender incansavelmente nossa soberania agrícola”, acrescentou a presidência francesa em uma mensagem publicada no X.

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Pouco antes, Von der Leyen havia assegurado que “o objetivo do acordo UE-Mercosul já está à vista”, em uma mensagem no X. “Vamos trabalhar, vamos cruzar a linha de chegada. Temos a oportunidade de criar um mercado de 700 milhões de pessoas”, acrescentou.

O tratado que está sendo discutido pelos 27 países da UE e os membros fundadores do Mercado Comum do Sul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - criaria a maior área de livre comércio do mundo.

As negociações, paralisadas depois que um acordo de princípio foi alcançado em 2019, foram retomadas nos últimos meses a pedido da Comissão Europeia, que determina a política comercial para toda a UE.

O texto prevê a eliminação de grande parte das tarifas entre as duas zonas, que têm mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 21,3 trilhões.

Os sindicatos agrícolas da UE o rejeitam porque sua produção não está sujeita às mesmas exigências ambientais e sociais, nem aos mesmos padrões sanitários, que a do bloco sul-americano.