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TRAGÉDIA

Jovem brasileira era copilota de jatinho que caiu na Flórida

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, estava entre os nove ocupantes da aeronave

O Liberal

2 de novembro de 2026 às 18:26

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida ( Foto: Reprodução / Redes sociais )

Quatro integrantes de uma mesma família estavam entre as nove pessoas a bordo do jatinho que caiu em uma região residencial ao norte de Miami, na Flórida, segundo informações divulgadas pelo site TMZ. A publicação também informou que uma babá e dois amigos acompanhavam o grupo.

A família era formada pelo empresário Adam Robinson, de 44 anos, pela esposa, Helen Robinson, e pelos dois filhos do casal, cujos nomes e idades não foram divulgados.

O administrador do condado de Palm Beach, Joseph Abruzzo, afirmou que ainda não há previsão para a identificação oficial de todas as vítimas. Segundo ele, será necessário realizar exames de DNA, o que pode tornar o procedimento demorado.

“As equipes estão trabalhando na coleta e na análise. Será necessário fazer alguns exames de DNA. É um processo demorado, então eu não tiraria nenhuma conclusão de imediato”, declarou Abruzzo durante uma coletiva de imprensa.

O investigador responsável pelo caso, Timothy Montville, informou anteriormente que um dos principais desafios das equipes é retirar os destroços da aeronave da cratera provocada pelo impacto na pista.

O avião, um Learjet 60, era particular e havia decolado do aeroporto de Austin, no Texas, às 9h36 no horário local (12h36 em Brasília), com destino às Bahamas. Segundo dados do FlightRadar, a última velocidade registrada durante a queda foi de aproximadamente 430 km/h.

Brasileira estava na cabine de comando

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do jatinho. A informação foi confirmada por familiares da jovem ao g1.

A trajetória de Nathalia na aviação ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando ela conquistou a licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a carteira de motorista.

Na época, a jovem cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida. Em entrevista à emissora americana CBS12 News, contou como começou a se interessar pela aviação e conciliava os estudos com a formação como piloto.

Enquanto muitos adolescentes da mesma idade dedicavam o tempo livre a esportes e encontros com amigos, Nathalia preferia pilotar aviões.

“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora.

O interesse pela aviação começou em 2020, quando ela estava prestes a ingressar no segundo ano do ensino médio. A jovem também recebeu influência do pai, que começou a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava os conhecimentos sobre a atividade com a filha.

A formação envolveu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e avaliações de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou a licença de piloto particular.

Na ocasião da entrevista, ela já havia acumulado 88 horas de voo e estava habilitada a pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço.

O treinamento foi custeado pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de uma academia de aviação que oferecia aulas e atividades práticas para estudantes do ensino médio.

Nathalia também comentou que considerava curioso conseguir pilotar aviões, mas ainda não saber dirigir carros. Na época, pretendia obter a carteira de motorista em novembro daquele ano.

Nos Estados Unidos, a idade mínima para conseguir uma licença de piloto particular é de 17 anos, conforme as regras da Administração Federal de Aviação (FAA). A formação exige treinamento específico, pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular e aprovação em exames teóricos e práticos.

Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo. Para atuar como copiloto de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, conforme a aeronave e o tipo de operação.

Sonho era pilotar jatos

Em entrevistas e publicações nas redes sociais, Nathalia demonstrava interesse em construir carreira na aviação comercial ou executiva. Seu objetivo era trabalhar como piloto de uma companhia aérea ou comandar jatos particulares.

A jovem compartilhava registros da rotina profissional e comemorava conquistas na área. Em março de 2026, publicou uma fotografia na cabine de comando de um Learjet 60, acompanhada de uma mensagem sobre sua atuação na aeronave.

“Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu.

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