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MUNDO

Irã reafirma que não reabrirá Estreito de Ormuz sem concessões dos EUA

O Irã quer que os EUA suspendam o bloqueio, paguem indenizações pelos danos de guerra acumulados e outras exigências

Estadão Conteúdo

10 de agosto de 2026 às 08:57

Em vez de bombardeios e ameaças de 'apagar' uma civilização, Trump quer sufocar a principal fonte de sustento da República Islâmica: o petróleo.

Em vez de bombardeios e ameaças de 'apagar' uma civilização, Trump quer sufocar a principal fonte de sustento da República Islâmica: o petróleo. ( Foto: Reprodução / Google Maps )

O Irã reafirmou que o Estreito de Ormuz não será reaberto até que Washington atenda às suas condições. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, declarou nesta segunda-feira (10) que os EUA precisam "parar e reparar suas ações ilegais e destrutivas", citando o bloqueio americano a portos iranianos.

Entre as exigências iranianas estão a suspensão do bloqueio, o pagamento de indenizações pelos danos de guerra acumulados ao longo de meses, a retirada das sanções econômicas e a liberação de ativos iranianos congelados.

O fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, tornou-se a consequência mais duradoura do conflito no Oriente Médio, iniciado há mais de cinco meses.

Impacto Global e Negociações

O impasse mantém os preços da energia no centro da política americana às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, influenciando diretamente o cenário econômico e político.

Embora o Irã mantenha conversas separadas com Omã sobre o trânsito pelo estreito, inclusive sobre a possível criação de um corredor temporário de navegação, Teerã afirma que qualquer reabertura efetiva depende exclusivamente de negociações com os EUA.

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