As autoridades francesas registraram mais de 560 prisões em todo o país até a noite deste sábado, 31, durante o terceiro final de semana consecutivo de manifestações contra o custo de vida e as condições da educação. Cerca de 320 mil pessoas participaram dos protestos, de acordo com estimativas do governo, abaixo dos 410 mil registrados em 24 de outubro e dos 550 mil de 17 de outubro.
As manifestações foram majoritariamente pacíficas, mas terminaram em confrontos isolados em Paris e outras cidades. Na capital, manifestantes lançaram garrafas de vidro e fogos de artifício contra policiais nas proximidades de Porte de Charenton, onde a marcha foi encerrada. As forças de segurança responderam com granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
Cerca de 70 mil policiais foram mobilizados em todo o país, após o ministro do Interior, Laurent Nuñez, alertar para um risco "muito elevado" de distúrbios, especialmente durante a noite de Halloween.
Em Paris, as autoridades restringiram o acesso a áreas como Place de la République e Les Halles, das 23 às 6 horas, no sábado e no domingo.
Os protestos começaram em setembro, liderados por estudantes do ensino médio insatisfeitos com a deterioração das escolas, a falta de professores e o sistema de admissão às universidades. Posteriormente, sindicatos e outros grupos críticos ao governo do presidente Emmanuel Macron aderiram às manifestações.
A mobilização alcançou também outros países europeus. Na Alemanha, houve protestos em mais de 30 cidades, com confrontos em Colônia, Hamburgo e Frankfurt.
Em Portugal, milhares de pessoas se reuniram pacificamente em Lisboa para protestar contra a crise habitacional. Fonte: Associated Press.
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