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CADEIA

FBI prende mulher acusada de espionar família do presidente de Taiwan para a China

A prisão ocorreu no momento em que ela deixava os Estados Unidos

Estadão Conteúdo

5 de outubro de 2026 às 08:23

O FBI prendeu uma mulher no Aeroporto Internacional de Los Angeles. Ela é acusada de espionar familiares do presidente de Taiwan para o governo chinês. A prisão ocorreu no momento em que ela deixava os Estados Unidos.

Segundo o FBI, Wanying Zhang, também conhecida como Heather, monitorou o filho do presidente taiwanês Lai Ching-te e sua família enquanto estava nos EUA. Ela foi presa sob acusação de atuar em nome da China como agente não registrada, informou o procurador federal assistente Bill Essayli nas redes sociais.

De acordo com Essayli, Zhang tirou fotos e gravou vídeos dos alvos, enviando informações de placas de veículos a autoridades chinesas. A prisão ocorreu quando ela embarcaria em um voo para a China. A nacionalidade de Zhang não estava clara, e um advogado não foi identificado de imediato. Ela deveria comparecer a um tribunal federal em Los Angeles nesta segunda-feira.

Taiwan condena espionagem e classifica como repressão

O Gabinete Presidencial de Taiwan confirmou que parentes do presidente Lai Ching-te eram os alvos, sem especificar se tratava do filho. O gabinete classificou o episódio como "um caso clássico de repressão transnacional". Em nota, a porta-voz Karen Kuo disse que Taiwan condena "nos termos mais enérgicos" atos desse tipo.

Kuo acrescentou que esses atos, segundo ela, desrespeitam direitos humanos e soberania. Eles buscam suprimir, ameaçar ou até prejudicar pessoas que defendem liberdade e democracia, ou seus familiares.

A embaixada da China nos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Ministério das Relações Exteriores em Pequim estava fechado por feriado.

Contexto das tensões entre China e Taiwan

Taiwan e China se separaram após a guerra civil de 1949, mas Pequim reivindica a ilha como parte de seu território.

Lai, eleito em 2024, afirma que Taiwan e China não pertencem uma à outra. Ele também diz que a República Popular da China não tem direito de representar Taiwan. Pequim o considera separatista e o chama de "destruidor da paz".

No governo de Taiwan, Lai aumentou os gastos de defesa. Ele prometeu elevar o orçamento militar de 3% para 5% do PIB. Além disso, aprovou um orçamento especial para construir um sistema de defesa aérea chamado T-Dome.