Grupos ligados aos democratas, no Estados Unidos, criticaram o apoio do governo Donald Trump a fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. Derrotado no segundo turno das últimas eleições presidenciais no domingo (25), Flávio viajou aos EUA com sua esposa e filhas. O avião que transportava a família pousou na Flórida na manhã da última quarta-feira (28). O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do país, ligado a parlamentares democratas, criticou a decisão de conceder vistos ao senador brasileiro e a seus familiares.As informações são do G1 Mundo.
Em sua declaração, o grupo comparou o tratamento dispensado ao político brasileiro com a política migratória dos Estados Unidos. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê em uma de suas publicações.
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Além do comitê, outros políticos democratas também se manifestaram nas redes sociais. O candidato Isaiah Martin, por exemplo, utilizou a rede social Threads para criticar veementemente a possível acolhida do senador brasileiro nos Estados Unidos. Martin classificou Flávio Bolsonaro como um “imigrante ilegal criminoso”.
"Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país", declarou.
Outro democrata a questionar a situação foi o deputado Joaquin Castro. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, argumentou.
Castro sugeriu que o governo Trump estaria proporcionando um refúgio seguro ao senador, que é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O deputado ainda relembrou que Flávio Bolsonaro foi obrigado por decisão judicial a entregar seus passaportes.
"O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em desacordo com a legislação brasileira", concluiu Castro.

