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CLIMA

El Niño se intensifica e pode ser o mais forte desde 1950, aponta agência dos EUA

Boletim da NOAA aponta 75% de chance de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro, com aquecimento superior a 2,5°C no Pacífico

O Liberal

10 de setembro de 2026 às 11:01

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. ( Foto: Reprodução/Freepik )

O El Niño está se intensificando e tem 75% de chance de se tornar o mais forte registrado desde 1950, segundo a nova atualização do boletim mensal da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), divulgada nesta quinta-feira (10).

A previsão considera o trimestre de outubro a dezembro, quando as águas do Oceano Pacífico devem apresentar aquecimento superior a 2,5°C. A intensidade do fenômeno é acompanhada a partir das temperaturas da superfície do mar em diferentes áreas do Pacífico Equatorial.

No boletim anterior, divulgado em 13 de agosto, a NOAA estimava em 95% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte nos meses seguintes. Na ocasião, a chance de o fenômeno alcançar uma intensidade histórica, entre as maiores desde 1950, era de 69%.

Águas do Pacífico

A nova projeção ocorre enquanto as temperaturas do Pacífico Equatorial continuam subindo. As anomalias na faixa leste e equatorial do oceano já ultrapassam 3°C.

Na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para monitorar a evolução do El Niño, a anomalia de temperatura chegou a +1,8°C.

Entenda o fenômeno

El Niño e La Niña são as duas fases do fenômeno climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS). O El Niño ocorre quando há um aquecimento de pelo menos 0,5°C nas águas do Oceano Pacífico Equatorial.

O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos, dura, em média, 12 meses e pode influenciar as temperaturas globais e os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta.

A La Niña é caracterizada pelo resfriamento dessas mesmas águas e provoca alterações climáticas que, em muitos casos, são opostas às observadas durante o El Niño.

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