Os advogados de Christa Pike, condenada à morte nos Estados Unidos, pretendem pedir a conversão da pena para prisão perpétua após a detenta sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee. O procedimento ocorreu na semana passada e terminou sem a morte da condenada.
Pike continua internada e respirando com auxílio de aparelhos. Segundo a emissora americana CBS, médicos trabalham para retirar do organismo o pentobarbital, substância utilizada durante a execução. Diante da possibilidade de uma nova tentativa de execução, a defesa pretende retirar a pena de morte da sentença.
O advogado Steve Ferrell, do Federal Defender Services of Eastern Tennessee, afirmou que a prioridade da equipe é buscar uma alternativa à execução. Em entrevista ao programa “CBS Mornings”, ele disse que os defensores estão dispostos a negociar a mudança da pena com o governador do Tennessee, Bill Lee, ou com qualquer autoridade que tenha competência para tomar a decisão.
Defesa teme nova execução
A tentativa de modificar a sentença também está relacionada ao receio de que o estado do Tennessee tente executar Pike novamente caso ela sobreviva ao atual quadro clínico.
De acordo com o advogado, há precedentes nos Estados Unidos de pessoas condenadas à morte que, após sobreviverem a procedimentos de execução malsucedidos, continuam sujeitas à pena capital.
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Christa Pike está presa há aproximadamente 30 anos e passou grande parte desse período em isolamento. Ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua ex-colega de escola, em 1995.
Na época do crime, Pike tinha 18 anos. A condenação fez dela a pessoa mais jovem da era moderna da pena de morte nos Estados Unidos a receber uma sentença de execução por um crime cometido aos 18, 19 ou 20 anos.
Falha de execução gera questionamentos no Tennessee
O fracasso da execução também colocou novamente sob pressão o protocolo de injeção letal adotado pelo Tennessee. Após o procedimento, o comissário do Departamento de Correção do estado deixou o cargo. O governador Bill Lee também cancelou a próxima execução prevista para este ano e determinou uma investigação independente para apurar as circunstâncias que levaram à falha.
Apesar das medidas, Lee declarou que, conforme as informações disponíveis até o momento, o Departamento de Correção teria seguido o protocolo estabelecido para a execução.
O método utilizado pelo Tennessee já havia sido alvo de críticas anteriormente. Em 2022, o estado suspendeu temporariamente as execuções para realizar uma revisão de seus procedimentos relacionados à injeção letal.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
