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MUNDO

Conselho da Paz define plano para Gaza; texto prevê retirada israelense e governo transitório

O plano de ação também prevê que, em até 14 dias após a aprovação do texto, será preparado o cronograma e os mecanismos de execução da chamada "Fase 2"

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2026 às 10:47

Trump lançou a proposta de assumir o controle da Faixa de Gaza e deslocar seus habitantes para o Egito e a Jordânia, ameaçando suspender a ajuda dos Estados Unidos a esses dois países se eles não concordarem em cooperar

Trump lançou a proposta de assumir o controle da Faixa de Gaza e deslocar seus habitantes para o Egito e a Jordânia, ameaçando suspender a ajuda dos Estados Unidos a esses dois países se eles não concordarem em cooperar ( Foto: Foto: AHIKAM SERI / AFP / Arquivo )

O Conselho da Paz reafirmou nesta sexta-feira (31) seu compromisso com o plano abrangente de paz para Gaza, visando o fim do "ciclo de destruição". O documento busca a retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, restaurar a vida normal e viabilizar a governança palestina.

O texto, publicado na conta oficial do X do Conselho, também estabelece um caminho político crível para a autodeterminação e a criação de um Estado. Israel deve cumprir "sem demora" os compromissos do Protocolo de Sharm Sheikh, como a cessação das operações militares.

Segundo a Associated Press, o Hamas também se comprometeu a interromper todas as ações militares e a se desarmar. O plano prevê que, em até 14 dias após a aprovação, será preparado o cronograma e os mecanismos da "Fase 2".

Nova Governança e Fiscalização

Concluída essa etapa, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) deverá entrar no território e começar a assumir funções. A passagem de uma fase para outra será condicionada à verificação do cumprimento integral das obrigações anteriores, conforme ressalta o Conselho da Paz.

Para garantir a fiscalização, o texto propõe a criação de um Comitê Internacional de Verificação (IVC), a ser estabelecido pelo Conselho da Paz. Este comitê será crucial para monitorar a implementação das medidas propostas.

Auditoria Financeira e Implementação Gradual

Ao assumir responsabilidades, o NCAG deverá manter a continuidade de instituições e serviços públicos. O comitê fará uma auditoria financeira e administrativa, protegerá e administrará ativos e recursos públicos na Faixa de Gaza.

Além disso, o NCAG avaliará compromissos legítimos com fornecedores e contratados em até US$ 400 milhões. A implementação dessas medidas será gradual, em até três anos, com pendências tratadas em processo nacional mais amplo, segundo a lei palestina.