SEX · 02 OUT 2026Assine

MUNDO

Condenada que sobreviveu a duas doses de injeção letal está em estado crítico

Durante o procedimento, Christa permaneceu consciente por parte do tempo e chegou a questionar a posição de um dos braços.

Gabrielle Borges

2 de outubro de 2026 às 12:57

Christa Gail Pike sobreviveu após duas tentativas de injeção letal

Christa Gail Pike sobreviveu após duas tentativas de injeção letal ( Foto: Reprodução )

Christa Gail Pike, de 50 anos, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. Condenada à morte por um assassinato cometido em 1995, ela recebeu duas doses de pentobarbital, mas permaneceu viva e foi levada de ambulância para receber atendimento médico.

Segundo os advogados, Christa estava em estado crítico e ainda não havia um prognóstico definido. Um dos representantes da defesa classificou o procedimento como “cruel” e “torturante”.

VEJA MAIS

​

Mulher condenada à morte nos EUA sobrevive à injeção letal O Departamento de Correções do Tennessee disse que, por ora, não poderia fornecer informações sobre o ocorrido

Após falha na execução, ONU pede que mulher condenada à morte seja poupada Pedido foi apresentado pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos

É possível sobreviver à injeção letal? Veja casos de falhas na execução Apesar de ser planejada para provocar a morte, a execução por injeção letal depende de um acesso intravenoso adequado

Execução foi interrompida

A execução ocorreu na noite de quarta-feira (30), após uma série de decisões judiciais. Durante o procedimento, Christa permaneceu consciente por parte do tempo e chegou a questionar a posição de um dos braços.

A primeira dose do medicamento não provocou a morte. Uma segunda aplicação foi realizada posteriormente, mas a condenada continuou viva. Testemunhas relataram que ela permaneceu respirando e chegou a emitir sons semelhantes a roncos.

Após a falha, o governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação independente e suspendeu novas execuções no estado até o fim do ano.

A defesa de Christa havia demonstrado preocupação anteriormente com dificuldades para acessar as veias da condenada. Os advogados também questionaram as condições do protocolo utilizado na execução.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de OLiberal.com)

Assuntos relacionados