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Caso Juliana Marins

Alexandre Pato se propõe a pagar traslado de corpo da brasileira morta em vulcão na Indonésia

Juliana Marins ficou quatro dias esperando por ajuda em um vulcão do Monte Rinjani

Victoria Rodrigues

25 de junho de 2025 às 18:17

Segundo o Itamaraty, o traslado do corpo de Juliana Marins é decisão da própria família.

Segundo o Itamaraty, o traslado do corpo de Juliana Marins é decisão da própria família. ( Foto: Foto: Reprodução )

Após o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) anunciar que não poderá arcar com os custos para trazer o corpo de Juliana Marins para o Brasil, o jogador Alexandre Pato se ofereceu para custear o traslado do corpo da brasileira. O ex-atleta do São Paulo, Corinthians e Internacional teria se comovido com a história da jovem publicitária que morreu após ficar quatro dias em um vulcão do Monte Rinjani, na Indonésia.

De acordo com informações divulgadas pelo Itamaraty à luz do parágrafo 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017, o traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é uma decisão da própria família, não cabendo aos recursos públicos custearem o traslado.

Confira o que diz o artigo 257:

"Art. 257. A assistência consular compreende:
I - o acompanhamento de casos de acidentes, hospitalização, falecimento e prisão no exterior;
II - a localização e a repatriação de nacionais brasileiros; e
III - o apoio em casos de conflitos armados e catástrofes naturais.
§ 1º A assistência consular não compreende o custeio de despesas com sepultamento e traslado de corpos de nacionais que tenham falecido do exterior, nem despesas com hospitalização, excetuados os itens médicos e o atendimento emergencial em situações de caráter humanitário.
§ 2º A assistência consular observará as disposições do direito internacional e das leis locais do país em que a representação do País no exterior estiver sediada."
A operação de resgate de Juliana Marins durou, ao todo, mais de 14 horas. Em nota publicada nas redes sociais, o Parque Nacional do Monte Rinjani afirmou que o processo de evacuação da vítima foi realizado de forma intensiva e concluído com extremo cuidado.

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Relembre o caso

A jovem brasileira Juliana Marins, de 24 anos, morreu na última terça-feira (24) após cair em um vulcão do monte Rinjani, que fica localizado na Indonésia. A jovem que era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, estava fazendo um mochilão pela Ásia junto com outros turistas e estava realizando um sonho que possuía há muito tempo.

Segundo a família, Juliana esteve sob negligência do estado durante quatro dias enquanto escorregava cada vez mais pela montanha, sendo que todos os dias ela era vista em um ponto diferente. A última visualização da brasileira via drone antes de ser encontrada morta, foi a cerca de 500 metros do penhasco e completamente imóvel.

(Victoria Rodrigues, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Luciana Carvalho, editora web em OLiberal.com)