Mantida a coleta de resíduos em domicílios na Região Metropolitana de Belém

Por se tratar de um serviço essencial à população, a coleta prossegue normalmente nos bairros, com os devidos cuidados aos coletores

João Thiago Dias

Na capital paraense, a pandemia de coronavírus ainda não é impedimento para a coleta dos resíduos domiciliares. De acordo com Secretaria Municipal de Sanamento (Sesan), por ser um serviço essencial prestado à população, a coleta prossegue cumprindo o roteiro nos bairros, com a adoção de medidas de proteção aos trabalhadores diante da pandemia.

"Até o momento, não houve a necessidade de mudanças na coleta, mas, caso seja necessário, a operacionalização pode sofrer mudança para não colocar em risco a saúde dos agentes de limpeza. Por enquanto, o atendimento prossegue sem alterações", garantiu a Sesan, por meio de nota. Também ainda não foi necessário rodízio de trabalho entre os agentes.

Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (Oswaldo Forte / O Liberal)

O uso de luvas e botas já faz parte da proteção diária deles. Por executarem atividades de saúde pública, as equipes das coletas regulares permanecem nas ruas com a determinação de extremos cuidados de prevenção. "Como os serviços são realizados por empresas contratadas, a Sesan fiscaliza e mantém controle para que as mesmas ampliem as medidas de higienização e cautela", pontuou.

"A Prefeitura de Belém vem adotando medidas no combate à covid-19 com o objetivo de prevenir a proliferação do vírus no município. Diversas medidas vêm sendo tomadas no intuito de evitar a paralisação não somente no serviço de coleta, mas em outros serviços essenciais oferecidos à população", concluiu.

Botas, luvas e outros EPIs já fazem parte da rotina dos coletores de resíduos (Akira Onuma / O Liberal)

A coleta domiciliar também não parou no município de Marituba, que integra a Região Metropolitana de Belém. A Prefeitura vai reforçar a proteção de quem trabalha com coleta. Além disso, um carro de som percorre os bairros, pedindo à população que se engaje na prevenção. A mensagem reforça o decreto de calamidade pública, em vigor de 25 de março até 30 de abril, que estabelece restrições à circulação e aglomerações de pessoas.

Nesta semana, a Prefeitura de Marituba deve disponibilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os integrantes da equipe de coleta. De acordo com o prefeito Mário Filho, a segurança será feita por meio de luvas, máscaras de proteção e frascos de álcool em gel.

Mário Filho, prefeito de Marituba: medidas para proteger a saúde dos trabalhadores (Akira Onuma / O Liberal)

"Precisamos dar condições de segurança, resguardando a saúde e a vida dos servidores que trabalham com a coleta dos resíduos. Todo dia tem lixo na cidade, não podemos parar com este serviço. E não houve necessidade de fazer revezamento na equipe", comentou.

Durante a pandemia, é dado suporte para os catadores que dependem de coleta seletiva. "Continuamos trabalhando para que esse projeto comece o mais breve possível. Estamos providenciando cesta de alimentos aos catadores, que, neste momento, encontram dificuldades para exercer suas atividades", completou Mário Filho.

Empresa adota medidas para prestar serviço

A Guamá Tratamento de Resíduos, que opera o aterro sanitário de Marituba, informou que está adotando todos os procedimentos de segurança e recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, além das determinações das autoridades governamentais, visando a prevenção da doença entre os colaboradores e prestadores de serviço.

A Guamá protocolou junto às Prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba um ofício comunicando a necessidade de ações conjuntas para manutenção dos serviços essenciais de coleta e destinação de resíduos sólidos.  A empresa informa que está plenamente mobilizada e dedicada ao planejamento e execução de várias ações emergenciais com o objetivo de minimizar os impactos desta crise na execução de seus serviços com segurança, eficácia e sem interrupção.

"Identificamos os colaboradores que se enquadram no grupo de risco. Para os operacionais, foram antecipadas as férias. Um número pequeno que não compromete a operação do aterro. No administrativo, não tem grupo de risco. Mas tomamos medidas para quem pudesse ficar em home office (trabalho remoto). Também alternando entrada e turnos. Refeitórios com menos colaboradores e respeitando distância. Todos os ambientes com água, sabão e álcool em gel", comentou o diretor da Guamá, Ângelo Castro.

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