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Você pratica alguma atividade para defender o meio ambiente da degradação?

Saiba mais sobre ações sustentáveis, que por vezes, são simples, mas de grande impacto positivo na defesa do meio ambiente em Belém e interior do Pará

*Wilson Oliveira atua na causa ambiental e trabalha toda o final de semana na avenida Romulo Maiorana, um grande corredor verde de Belém. “Temos as nossas plantas, as nossas ervas e colaborando para divulgar não somente esse trabalho, mas também o cultivo do verde, precisamos disso, principalmente, nesse momento em que você observa muito desmatamento em nossa Amazônia, nossas florestas. Também há um descuido e que, muitas vezes, é nosso. Descuido com as árvores, enfim, com os espaços da nossa cidade. A camada de ozônio vem aumentando cada vez mais e isso afeta o nosso ecossistema, fauna e flora”.

*O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Pereira, é também apicultor e desenvolve trabalhos com as chamadas abelhas sociais (sem ferrão). Ele destaca a meliponicultura, a atividade zootécnica que objetiva obter renda da relação que as abelhas têm com o meio ambiente. Ele explica que a criação de abelhas exige que se mantenha a floresta em pé. “Existe uma relação de dependência tanto das abelhas, que necessitam do polenectar, quanto das plantas que necessitam dos serviços de polinização para continuar se perpetuando. Além disso, as plantas e a agricultura que produzem alimentos, 30% delas, têm uma dependência direta da polinização, sem falar de produtos como o mel, pólen e própolis, que têm importante relevância na bioeconomia e na geração de renda por seu valor agregado, e, principalmente, pelo impacto também social pelo fato de as abelhas nativas poderem ser criadas por crianças e manejadas por mulheres, e, geralmente, próximo às casas. A população que mais representa o manejo dessas abelhas vem da agricultura familiar. Os pequenos produtores possuem em torno de 20 a 50 colmeias nos quintais de suas casas, abastecendo um mercado cada vez mais ávido pelos produtos das abelhas nativas”. 

*O engenheiro agrônomo Marcos Oliveira Bellotti trabalha na equipe da Belterra Agroflorestas, em Parauapebas, município do sudeste do Pará, e explica que a empresa tem como princípio o modelo de negócio de expansão de sistemas produtivos agroflorestais. “O que são esses sistemas? São sistemas desenhados a partir do melhor manejo da biodiversidade na contramão das monoculturas. Essa biodiversidade nos permite não só uma maior resiliência ecológica, mas também uma maior capacidade de gerar renda em diferentes momentos do sistema produtivo e nos permite trabalhar com sistemas regenerativos. O que isso quer dizer? (Que esses sistemas) melhoram as qualidades do solo e transformam a paisagem ecológica do local onde a gente trabalha. Então essa é uma prática muito importante e que a gente está lutando para difundir pelo Brasil”.

*Ozielina Leite é professora da rede de ensino pública, em Marabá, e agricultora no projeto de assentamento (Cupu)) no em torno da reserva biológica do Tapirapé. “Atualmente, estou trabalhando com o projeto Agriculturas de Conservação, incentivado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio / Carajás) e Vale, com sistemas agroflorestais voltados para agroecologia, com o plantio de frutíferas e essências florestais. Também venho trazendo esse trabalho para dentro da sala de aula, já discutindo os temas de agroecologia e apresentando esse projeto aos estudantes da escola em que trabalho”.

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