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Você conhece alguma forma de reaproveitamento dos resíduos do açaí?

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Valéria Nascimento

— Minha área é de desenvolvimento de bioprodutos e o resíduo do açaí é uma das matérias primas que mais utilizo, principalmente, àquelas fibras superficiais que podem ser facilmente removidas à mão. A partir dessa motivação, eu já produzi papel reciclado, misturando a fibra do açaí com fibras de papel de imprensa comum, já produzi nano papéis, que são papéis especiais, transparentes e até 30 vezes mais resistentes do que papéis comuns e biocompostos, em que as fibras são misturadas como um substituto natural do plástico.
Lina Bufalino, 36 anos, professora e pesquisadora da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)

— Eu criei as biojoias Amazônia Kãma, com a montagem a partir essencialmente da semente de açaí. Dois anos depois, eu fiz uma parceria com a Embrapa, através da doutora Noemi Viana e com isso consegui associar as sementes com outros elementos de maior longevidade, como pedras naturais, aço cirúrgico, resíduos de chifres, de ossos e de madeira. E tenho também uma parceria com a etnia indígena Apurinã, da localidade Boca do Acre, que fornece outras sementes descartadas pela floresta. Tive apoio do Sebrae, desde o início, que nos levou para outros estados e para a França. Apresento minhas peças há cinco anos no Amazônia Fashhionweck. Acredito que ainda tenho muita coisa a fazer com a semente do açaí.
Rita Reis, 73 anos, designer

— Há alguns anos, desenvolvo pesquisa sobre o aproveitamento dos resíduos do açaí para geração de energia sustentável. O açaí, após um processo de secagem, tem um bom potencial energético, que aliado à alta distribuição do material em nossa região, garante a viabilidade econômica do uso do açaí para a produção de energia. Quando nós utilizamos um conjunto de biodigestor e gerador, nós conseguimos, através desse açaí e desse conjunto, produzir energia elétrica, que pode ser levada para pequenas comunidades onde a energia elétrica ainda não chega. Essa seria uma das formas de reaproveitamento.
Wiully Queiroz, 26 anos, engenheiro florestal

— Minha área de pesquisa são os biomateriais e os resíduos do açaí é a principal matéria-prima utilizada nos meus trabalhos. É possível produzir um painel cimentício utilizando apenas fibras misturadas com água e cimento, sendo a fibra utilizada como reforço nesse tipo de biomaterial. Isso permite a produção de materiais mais baratos, sustentáveis e possivelmente mais resistentes para a construção civil. Pisos, divisórias, módulos e paredes podem ser feitos com esse tipo de painel.
Dhimitrius Smith, 26 anos, engenheiro florestal e mestre em Ciências Ambientais

— Há dois anos atuo na pesquisa de desenvolvimento do carvão ativado a partir de biomassas residuais amazônicas, entre elas, estudo o aproveitamento da semente do açaí para a produção de carvão ativado. Esse carvão ativado apresenta um grande potencial para a remoção de metais pesados em águas contaminadas. E percebe-se que esses estudos precisam avançar mais a fim de tornar o processo de produção menos oneroso, mais barato, através da economia de energia e reagentes, agregando mais valor à exploração desse fruto e contribuindo para preservação da biodiversidade amazônica
Édna Mafra, 36 anos, professora do curso de Engenharia Ambiental, da Universidade Estadual do Amapá, e doutoranda do Programa Bionorte

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