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Na prática, você atua em algum projeto econômico e também sustentável ambientalmente?

Valéria Nascimento

* O engenheiro agrônomo Marcos Oliveira Bellotti trabalha na equipe da Belterra Agroflorestas, em Parauapebas, município do sudeste do Pará, e explica que a empresa tem como princípio o modelo de negócio de expansão de sistemas produtivos agroflorestais. “O que são esses sistemas? São sistemas desenhados a partir do melhor manejo da biodiversidade na contramão das monoculturas. Essa biodiversidade nos permite não só uma maior resiliência ecológica, mas também uma maior capacidade de gerar renda em diferentes momentos do sistema produtivo e nos permite trabalhar com sistemas regenerativos. O que isso quer dizer? (Que esses sistemas) melhoram as qualidades do solo e transformam a paisagem ecológica do local onde a gente trabalha. Então essa é uma prática muito importante e que a gente está lutando para difundir pelo Brasil”.

* A dentista Ana Paula conta que passou a trabalhar no ramo da agricultura em Parauapebas, município do sudeste do Pará, “fazendo plantio de cacau aproveitando a sombra da mata, com o apoio do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ), no intuito de incentivar o agroextrativismo e, consequentemente, a não degradação da natureza”. 

* A agricultora Maria Bernadete trabalha com farinha, café e agora parte para o Sistema Agroflorestal (SAF), inserindo o cultivo de várias culturas, com o auxílio da organização não governamental Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). Ela mora em Apuí, município no sul do Amazonas, na divisa com o Pará. “Eu sempre plantava mandioca, vocês vão ver a minha casa de farinha. Aí, agora, deu muito capim, tinha muito adubo, muita poeira na área. Aí eu falei assim, ah, não, meu filho, a gente vai ter de gradear. Como a associação tem um tratorzinho, eu fui lá conversar com eles para a gente e eles vieram gradear pra gente. E gradeou, e a gente começou a plantar capim, só que eu vou fazer diferente. Isso eu e meu filho conversando, porque ele participa da reunião, comigo, e aí ele falou ‘mãe, vamos fazer uns aqui naquele lá que passa no vídeo que a gente faz de tudo aqui, plantar mandioca, cana, banana, plantar tudo no meio’. Eu falei, ‘vamos’. E aí foi a hora que vieram fazer a gradeação tudinho, e nós já começamos a plantar mandioca, plantei muito carapa, já tem umas banana-maçã e agora eu encomendei, para o rapaz lá de cima, a banana de fritar, a gente quer plantar bastante, sabe”.

* Agricultor e torrefador de café, Estevão Anghinonni, afirma que sua perspectiva em participar do projeto agroflorestal do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), no Amazonas, é de aprimorar a produção do seu produtor e aumentar seu retorno financeiro. “Eu acho que é muito bom o fato do Idesan está dando uma assistência, porque hoje o município está dando uma assistência para os produtores de café. E para mim, assim, eu estou vendo com bons olhos, eu acho que existe a possibilidade de aumentar a produção no município em decorrência dessa assistência, essa perspectiva de agregar um preço melhor para o café, ser um mercado mais sólido. Um café um pouco mais caro, né, e que esse retorno, queira ou não, volte para o setor primário, essa que é a nossa parceria”.

*  O agricultor João Nilton Julião produz café orgânico e fala das diferenças entre o café para certificação orgânica e o de produção comum. “O comum, quem usa veneno, faz com mais facilidade e tem um preço menor, e esse um, não. Você faz com uma etapa a ser seguida, uma meta, mas você vai ter de se adequar ali, em compensação, é o preço mesmo dele, final, né. E, às vezes, você colhe menos, mas tem um preço mais aquisitivo. Outra coisa para a saúde. Você não mexe com veneno, você não usa veneno, eu vejo assim nessa base”.

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