'Como você contribui para diminuir a poluição do ar?'

Valéria Nascimento

* A engenheira florestal e mestranda em Ciências Ambientais pelo Instituto Tecnológico Vale, Aline Amorim, enfatiza que a crescente urbanização trouxe consigo o aumento da poluição do ar, o que ressalta a importância de se fazer a medição da qualidade do ar. Durante a faculdade, ela estudou os liquens (ou fungos liquenizados) que  são seres muito sensíveis à poluição do ar. “Nós percebemos que aqui em Belém houve uma maior mudança dos liquens em áreas arborizadas, por isso, é importante a preservação das áreas verdes. Elas são imprescindíveis para a qualidade do ar. Além disso, eu tenho uma loja e faço questão de utilizar sacolas biodegradáveis de papel ao em vez de sacolas’’.

* A engenheira florestal, Bárbara Miranda, de 23 anos, reitera que a poluição atmosférica causa diversos danos ao meio ambiente e consequentemente à saúde e à qualidade de vida humana, por isso, ela sempre se interessou em estudar mais sobre o tema. Na Universidade do Estado do Pará, Bárbara participou de pesquisas para monitorar os índices de poluição na Região Metropolitana de Belém e avaliar através de metodologias propostas os índices e a qualidade do ar na cidade em diversos pontos com diferentes níveis de arborização, para isso, utilizamos os indicadores vegetais que podem sofrer influência dos índices de poluição em sua abundância e qualidade vegetativa.

* O professor Antônio Pereira Júnior, do Departamento de Engenharia Ambiental, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), garante que a melhor solução para reduzir a poluição atmosférica é a sensibilização dos usuários do meio ambiente, principalmente, no que tange às queimadas domésticas ou não, o uso de transporte público para o maior número de pessoas, a menor frequência comum de veículos em curtas distâncias e a manutenção da vegetação pública, isto é, da arborização urbana, porque é essa arborização que vai contribuir para a menor concentração de dióxido de carbono na atmosfera, e de partículas tóxicas que causam processos asmáticos, alérgicos ou doenças crônicas respiratórias que podem inclusive induzir o óbito.

* O professor da Universidade do Estado do Pará, Carlos José Capela Bispo, 46 anos de idade, afirma que a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que sete milhões de pessoas morrem por ano por respirarem ar contaminado. No Brasil, isso equivale acerca de 50 mil pessoas por ano. “É necessário incentivar plantios, reflorestamentos, programas e projetos de ensino e pesquisa que garantam a conscientização, educação e valorização das áreas verdes, com atenção à reciclagem e ao descarte dos resíduos sólidos’’.

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