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Economia Colaborativa para o Desenvolvimento Sustentável

Mário Vasconcellos / Especial O Liberal

Nos últimos anos, antigas práticas de compartilhamento em processos produtivos e consumo têm sido retomadas sob uma nova roupagem chamada economia colaborativa. Digo antigas práticas porque por muito tempo era comum termos em áreas rurais, por exemplo, a realização de mutirão para plantar e colher produtos agrícolas, assim como era corriqueiro compartilharmos a terra entre familiares e vizinhos para a produção de alimentos para subsistência coletiva.

Com o avanço da sociedade moderna, onde o modelo de produção em escala, propriedade privada e bens individuais foram priorizados, a perspectiva individualista de ser e organizar a sociedade tomou predominância. Essa perspectiva individualista muito presente nas áreas urbanas também passou a fazer parte do mundo rural. Entretanto, práticas colaborativas continuam existindo em muitas áreas rurais da Amazônia, sobretudo em áreas ambientalmente protegidas, tais como terras indígenas, terras de quilombo e unidades de conservação.  Nessas, continua-se produzindo (e vendendo) de forma colaborativa.

O reconhecimento de que o uso exacerbado de recursos naturais pode causar seu fim e a insustentabilidade do sistema de produção, fez com que emergisse o conceito de desenvolvimento sustentável. Mais difícil do que entender esse conceito está a busca de modelos e formas de implementá-lo. É mais complexo ainda quando falamos em implementá-lo em áreas urbanas e grandes cidades que são territórios onde há maiores adensamentos populacionais, significativo nível de pobreza, maiores demandas por produtos e serviços e maior comportamento individualista.

E como a economia colaborativa pode contribuir para o desenvolvimento sustentável nessas áreas? São muitas as formas de contribuição não só para essas áreas, mas para o conjunto da sociedade.

Conceitualmente economia compartilhada é um modelo alternativo de produção e consumo  em que os custos são compartilhados. A perspectiva do consumo é para priorização do valor de uso do produto e não para acumulação de riqueza.  

Assim, no contexto da economia colaborativa que se relaciona com o desenvolvimento sustentável e se avança em muitos países estão: compartilhamento de bens duráveis como carros e bicicletas; compras coletivas, sobretudo de cooperativas; criação de infraestrutura compartilhada de trabalho, criação de mercados de trocas de bens e serviços, e parques fabris para reciclagem, dentre outros.

Economia colaborativa é uma mudança de comportamento não só de produção, mas, sobretudo, de consumo da sociedade.

Mário Vasconcellos -  Phd em Estudos do Desenvolvimento. Professor do PPGEDAM/NUMA/UFPA e PPAD/UNAMA. Conselheiro do CORECON-PA

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