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MISSA INCLUSIVA

Missa Inclusiva nasceu para derrubar barreiras e acolher famílias atípicas na Basílica de Nazaré

Celebração reuniu pessoas com deficiência, neurodivergentes, idosos e familiares em um ambiente preparado para garantir acessibilidade, pertencimento e vivência da fé.

Jéssica Nascimento

28 de junho de 2026 às 17:41

Missa Inclusiva nasceu para derrubar barreiras e acolher famílias atípicas na Basílica de Nazaré

Missa Inclusiva nasceu para derrubar barreiras e acolher famílias atípicas na Basílica de Nazaré ( Foto: Carmem Helena/ O Liberal )

A Basílica Santuário de Nazaré realizou, neste domingo (28), a segunda edição da Missa Inclusiva, em Belém. A iniciativa foi criada para acolher pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes, idosos e seus familiares, oferecendo uma celebração com recursos de acessibilidade e uma estrutura preparada para garantir mais conforto e participação durante a missa.

Além de intérpretes de Libras, voluntários e terapeutas, a programação contou com um espaço sensorial para crianças, permitindo que famílias pudessem participar da celebração em um ambiente mais acolhedor. A proposta é fortalecer a inclusão dentro da Igreja Católica e incentivar que outras comunidades adotem iniciativas semelhantes.

Inclusão como missão

Integrante da Diretoria da Festa de Nazaré, Karen Lima explicou que o projeto nasceu do desejo de aproximar da Igreja famílias que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para participar das celebrações.

"A ideia é trazer para a igreja as famílias atípicas, porque às vezes elas não deixam de vir por falta de fé, mas pelas barreiras que a sociedade impõe. A igreja é a casa de todos e queremos proporcionar um ambiente em que todos possam estar aqui e se sentir acolhidos."

Segundo Karen, a Missa Inclusiva acontece em um dos horários tradicionais da Basílica justamente para reforçar que a inclusão deve fazer parte da rotina da comunidade, e não ocorrer em um momento isolado. Ela destacou ainda que a celebração oferece espaço sensorial, equipe de terapeutas, voluntários e intérpretes de Libras, permitindo que pais, mães e responsáveis possam viver a experiência religiosa com mais tranquilidade.

Karen Lima.
Karen Lima. (Foto: Carmem Helena)

"É um primeiro passo. A nossa esperança é que essa iniciativa se espalhe por toda a cidade, por todo o Estado e por todo o Brasil."

Fé compartilhada em família

Celebração reuniu pessoas com deficiência, neurodivergentes, idosos e familiares
Celebração reuniu pessoas com deficiência, neurodivergentes, idosos e familiares (Carmem Helena/ O Liberal)

Entre os participantes estava a jornalista Laís Freire, que acompanhou a mãe, uma idosa que apresenta dificuldades de locomoção após sofrer dois aneurismas. Para ela, a Missa Inclusiva representa uma oportunidade de viver a fé ao lado da mãe em um ambiente preparado para acolher quem precisa de mais apoio.

Laís Freire.
Laís Freire. (Foto: Carmem Helena)

"Hoje eu vim para acompanhar minha mãe, que já é uma senhora de idade e precisa de ajuda para chegar até a igreja. Ela já teve dois aneurismas e tem dificuldade para andar. Ela gosta de vir à missa e eu acompanho quando posso."

Laís contou que, além de auxiliar a mãe durante a celebração, aproveitou o momento para agradecer pelas graças recebidas e pelo início de mais uma semana.

O relato reforça o propósito da Missa Inclusiva de proporcionar um espaço onde todas as pessoas, independentemente de suas limitações, possam exercer a fé com dignidade, acolhimento e respeito.

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