Missa Inclusiva fortalece acolhimento e reúne famílias na Basílica Santuário de Nazaré
Celebração promove acessibilidade, pertencimento e reforça que pessoas com deficiência, neurodivergentes e seus familiares também devem encontrar na Igreja um espaço de fé e inclusão.
A Basílica Santuário de Nazaré realizou, neste domingo (28), em Belém, a segunda edição da Missa Inclusiva. A celebração foi voltada ao acolhimento de pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e seus familiares, com o objetivo de proporcionar uma experiência de fé em um ambiente acessível, seguro e preparado para receber todos os fiéis.
Antes do início da celebração, famílias chegaram à Basílica motivadas pela fé, pela esperança e pela busca de um espaço onde pudessem viver a espiritualidade com acolhimento e respeito. A iniciativa reforça o compromisso da Igreja Católica em ampliar a participação de públicos que, muitas vezes, enfrentam barreiras para frequentar celebrações religiosas.
Igreja de portas abertas
Ao Grupo Liberal, o vigário da Basílica Santuário de Nazaré, padre Josué Bosco, destacou que a Missa Inclusiva representa o compromisso da Igreja com a inclusão.
"A missa é para todos. Todos nós temos o direito de celebrar este grande momento espiritual. Por isso, incluir as pessoas que têm alguma dificuldade, que têm alguma necessidade, é muito importante para a Santa Igreja. Estamos realizando essa segunda edição da Missa Inclusiva para que ninguém fique de fora da ceia do Senhor, da mesa, do banquete eucarístico, porque Jesus quer acolher a todos", afirmou.
Segundo o sacerdote, a celebração busca garantir que todas as pessoas possam participar da vida da Igreja com dignidade, independentemente de suas condições físicas, intelectuais ou sensoriais.
Uma oração pelo irmão
Entre os participantes estava a empreendedora Elisângela Amorim, que compareceu à celebração para pedir pela saúde do irmão, Wendel Amorim, de 52 anos, que tem paralisia cerebral desde o nascimento e enfrenta complicações intestinais agravadas após a Covid-19.
Ela contou que a família viveu anos de dificuldades, marcados por internações, procedimentos médicos e momentos de incerteza, mas que nunca perdeu a esperança.
"Eu estou aqui pelo meu irmão, Wendel Amorim. Vim por ele. Ele tem paralisia cerebral desde a nascença. Foram quase quatro anos de muita luta nos hospitais. Sempre eu e minha mãe pedimos a Nossa Senhora que interceda por ele. Ele já teve uma melhora, conseguimos diminuir as idas ao hospital. Temos fé na Mãezinha do Céu e em Deus. Eu acredito que Ele vai fazer esse milagre", relatou.
Ao participar da Missa Inclusiva, Elisângela disse que encontrou um ambiente de acolhimento e renovou a esperança de ver o irmão continuar avançando no tratamento. Para ela, a celebração representa um momento de oração, gratidão e fortalecimento da fé diante dos desafios enfrentados pela família.
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