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Consumidores de Marabá debatem qualidade do fornecimento de energia

Na avaliação do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) o serviço oferecido no sudeste paraense está aquém dos padrões de outras regiões

Tay Marquioro
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A qualidade da distribuição de energia elétrica no sudeste paraense esteve no centro das atenções na tarde desta quinta-feira (9). A Câmara Municipal de Marabá sediou a 1ª Reunião Pública Descentralizada do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa), marcando um passo decisivo na estratégia da entidade de aproximar o debate regulatório da realidade vivida no interior do estado.

O encontro, que ocorreu das 15h às 18h, cidadãos, lideranças locais, empresários e representantes de instituições interessados em discutir a qualidade do serviço prestado pela Equatorial Pará, concessionária de energia. Diferente das reuniões técnicas habituais, o formato descentralizado permitiu que a população apresentasse demandas de forma direta. A interrupção no fornecimento, a pane de equipamentos e o tempo de resposta da empresa às falhas na rede elétrica estiveram entre os principais pontos abordados pelos participantes estavam.

A iniciativa faz parte de um plano de expansão do Concepa para entender as nuances de cada território paraense. Como o estado possui dimensões continentais, as dificuldades enfrentadas em Marabá diferem significativamente das registradas na Região Metropolitana de Belém ou no Marajó.

Segundo Cássio Bitar, presidente do Concepa, a escolha de Marabá como sede da primeira reunião não foi por acaso. “Quando nós fechamos o planejamento de atuação para 2026, constatamos que muitas denúncias relacionadas à qualidade do fornecimento de energia na região sudeste do Estado estão aquém dos padrões de outras regiões. Nós temos dois indicadores hoje que servem para balizar essa avaliação, um mede a frequência e o outro a duração das interrupções. Esses índices fizeram com que nós priorizássemos Marabá como sede da nossa primeira reunião”, explicou Bitar.

Representando o Procon de Marabá, a coordenadora do serviço, Zélia Lopes, participou da reunião e trouxe dados sobre a insatisfação dos consumidores com a distribuição da energia elétrica no município. “Hoje, cerca de 65% da demanda do Procon são de registros de reclamações que envolvem o trabalho da concessionária de energia. A gente observa que por mais que a empresa invista em melhorias, o nosso município é grande, tem muitas comunidades rurais e um dos maiores questionamentos da população é sobre o tempo de resposta da empresa a esses chamados”, afirmou a coordenadora.

“Tudo o que foi trazido aqui, nós registramos, vamos passar para as equipes de campo, vamos avaliar e ver quais são as estratégias que a gente vai utilizar para resolver esses problemas”, declarou Eliane Corrêa, Executiva de Varejo e Ouvidoria da Equatorial Pará. Questionada sobre os maiores desafios encontrados pela empresa para fornecer um serviço mais estável de energia elétrica, ela apontou que as intempéries são um fator de grande influência. “Nós temos manutenções frequentes, mas os eventos climáticos são fatores que fogem à nossa gestão. Uma chuva forte, uma ventania, a queda de uma árvore são situações que podem potencializar um problema. Como são imprevistos, não é o tipo de situação que a gente consegue resolver no ato, mas nós trabalhamos para atender no menor prazo possível.

As contribuições coletadas hoje em Marabá irão compor uma ata que será entregue tanto à Equatorial Pará quanto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O Concepa e a concessionária de energia entraram em acordo sobre o prazo de 20 dias úteis para apresentar respostas às demandas apresentadas, visando um sistema mais eficiente, acessível e de qualidade para todos os paraenses.

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