Gestão correta do dinheiro pode trazer mais liberdade nas finanças

Ter controle de receitas e despesas mensais é o primeiro passo para um relacionamento saudável com as contas

Jamille Reis

A relação de consumo pode variar muito de pessoa para pessoa, não só pela receita mensal - valores que entram - como, principalmente, pelo perfil de gastos. Se não houver controle e equilíbrio entre o que entra e o que sai, a vida financeira pode desandar, acarretando em endividamento, juros e mais complicações. 

De acordo com Rodrigo Marinho, administrador de empresas e supervisor da gerência de tesouraria e finanças do Banco da Amazônia, o primeiro passo para ter uma relação saudável com o dinheiro é o processo de autoconhecimento. "É importante saber como estão as finanças, colocar na ponta do lápis tudo que entra e que sai, para identificar se é gasto mais do que se ganha, o mesmo - o que já é um sinal de alerta - ou se sobra todo mês ter uma reserva", explica. 

Porém, embora se tenha este controle, há outros fatores que podem influenciar no equilíbrio da vida financeira, como o consumo em excesso. Rodrigo destaca que muitas pessoas se deixam levar por promoções, com risco de comprar itens que nem precisam e passar por "apertos financeiros" se não houver cuidado na hora de tomar decisões de consumo. 

"A maior dificuldade observada na educação financeira é a disciplina de anotar tudo que entra e sai do orçamento. Muitas vezes acha-se que despesas de valores pequenos não vão impactar no orçamento", avalia o especialista em finanças.

Os riscos da falta de organização financeira existem e podem impactar em endividamento, inclusão do nome em órgão de proteção ao crédito, o que compromete acesso a recursos financeiros nas instituições bancárias, mas, principalmente, a falta de reserva para imprevistos. 

"O consumo em excesso, quando aliado ao desequilíbrio financeiro, pode comprometer a  qualidade de vida, uma vez que as aquisições não são necessárias e isso pode levar a um desgaste emocional e eventual preocupação com o pagamento", afirma o administrador. 

Mas, ter cautela no consumo e uma relação saudável com o dinheiro, não significa abrir mão de produtos ou serviços que tragam satisfação. Rodrigo explica que quando se passar a ter controle do dinheiro, o consumo passa a ser voltado para as necessidades. "Isso não quer dizer que você vai deixar de comprar algo, de fazer uma viagem, por exemplo, a diferença é que será feito com planejamento, preservando a saúde financeira", pontua. 

Para o educador financeiro, quando se identifica, reconhece e reduz as despesas, é possível ter mais liberdade no orçamento e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Rodrigo explica que Padrão de vida está relacionado com o custo de vida, enquanto a qualidade, com a liberdade de escolha.  

"Normalmente as pessoas buscam melhorar o seu padrão de vida, com produtos e serviços mais caros, o que não significa que vai melhorar a qualidade, que está muito relacionada a tranquilidade, segurança e se sentir bem. O ideal é manter o equilíbrio, dentro do seu orçamento", afirma. 

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