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Na Amazônia, soja e milho já respondem por mais de um terço da produção brasileira

Em 10 anos, região cresceu 111,5% no cultivo de soja e 310% na quantidade de milho, dois dos principais grãos do setor. Amazônia pode ser solução para alimentos e grãos

Elisa Vaz e Daleth Oliveira / O Liberal

A utilização de grandes áreas já abertas tem permitido às políticas públicas projetadas para a Amazônia brasileira considerar uma nova vocação: a de ser uma fronteira agrícola, com a possibilidade de se firmar como potência na produção de grãos. Produtores e estudiosos defendem que, feita de acordo com critérios técnicos e estudos que compõem o zoneamento ecológico-econômico da região, a atividade pode, inclusive, evitar que se avance sobre a floresta, usando de maneira racional as áreas já desmatadas.

Ouça o comentário desta reportagem em inglês:

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os números comprovam a expansão na produção de grãos na região, que já pode ser vista nas paisagens no interior brasileiro. Os nove estados que fazem parte da região amazônica - Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – tiveram expressivo crescimento nos últimos dez anos: em relação ao milho, a produção do grão na Amazônia cresceu 310%, passando de 9,9 milhões de toneladas na safra 2009/2010 para 39,2 milhões de toneladas. A participação na produção nacional também cresceu, de 17,7% para 45,3%.

 

Em relação à soja, a produção foi acima do dobro, em 110%: eram 21,7 milhões de toneladas produzidas na safra 2009/2010 e, na última, foram 45,9 milhões de toneladas em 2019/2020. O crescimento também foi acima da média nacional, que saiu de 68 milhões de toneladas para 124 milhões, e a participação na produção nacional passou de 31% para 36%.

Um dos estados onde a produção vem crescendo é o Pará, que vem utilizando áreas já abertas e ocupando mais espaço na pauta exportadora do país. Dentro do Estado, há três grandes polos de produção de soja, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa): nordeste paraense, liderado pelo município de Paragominas; sul do Pará, tendo como principal município produtor Santana do Araguaia; e oeste, capitaneado por Santarém.

(Tarso Sarraff / O Liberal)

Na última safra fechada, de 2019/2020, a produção de soja ficou em 1,8 milhão de toneladas no Pará, o que resultou em uma participação de 3,92% nos dados da Amazônia, ficando em quarto lugar entre os nove estados. Estão na frente Mato Grosso (35,8 milhões), Tocantins (3,5 mi) e Maranhão (3,1 mi). Já em relação ao milho, o Pará perde, em produção, para o Mato Grosso (34,9 milhões), Maranhão (2,1 mi), Tocantins (1,4 mi) e Rondônia (1 mi). A produção foi de 834,8 mil toneladas, com participação de 2,05% na região.

Porém, quando comparada a última década, é comprovada a franca expansão da atividade da soja no Estado, que possui as maiores áreas abertas na Amazônia. O resultado do Pará na safra de 2019/2020 indica que a produção de soja no Estado cresceu 674,19% nos últimos 10 anos, considerando que, na de 2009/2010, o volume chegou a 232,5 mil toneladas. A de milho, por sua vez, teve uma variação de 54,42%, contra as 540,6 mil toneladas produzidas uma década atrás. A estimativa da Conab é de que o Pará encerre a safra de 2020/2021 com 2,2 milhões de toneladas de soja e outras 974 mil toneladas de milho, os dois grãos mais cultivados no oeste paraense. Entre os nove estados da Amazônia, se este resultado se confirmar no fim da safra, em setembro, o Pará será o quarto maior produtor de soja e o quinto de milho.

Oeste do Pará: nova fronteira agrícola

A região oeste do Pará ocupa papel importante no contexto de grãos do Brasil: seja como nova fronteira produtiva ou como caminho para escoar a produção nacional, especialmente do Centro-Oeste. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Santarém (Sirsan), que também engloba as cidades de Belterra e Mojuí dos Campos, Sérgio Schwade, a produção local ainda é baseada na pecuária, com bovinos, suínos e outros; grãos, a exemplo da soja, milho, gergelim, feijão e arroz, ganhando mais espaço em relação às plantações de horticultura, que inclui melancia e abacaxi; e olericultura, que são as hortaliças.

Sérgio Schwade é presidente do Sindicato Rural de Santarém (Sirsan) (Tarso Sarraff / O Liberal)

“Os destaques são as commodities, que são a soja e o milho. Eles têm um faturamento de quase R$ 1 bilhão hoje, no ano. A safra é de setembro do ano passado até setembro deste ano, então ainda não fechamos os dados, mas, funciona assim: há uma época de plantio. Você precisa inserir a lavoura de soja em dezembro, e aí você planta em abril. No mesmo mês, usamos a área para plantar o milho, que deve ser cultivado na janela do plantio, até, no máximo, 10 de maio, porque precisa de chuva e em julho corta. A lavoura do milho encerra agora, em agosto”, explica.

Até este mês, na safra 2020/2021, a produção de soja foi de 300 mil toneladas na região, e a de milho, de 320 mil. Por conta dos investimentos em tecnologia e maquinário feita pelos produtores, houve um aumento na produção da soja, segundo o presidente do Sirsan. “No ano passado, a área cultivada de milho também era menor. Mas, tivemos um ciclo de chuvas bem completo, e também o país tem muitas áreas degradadas para pecuária e a agricultura pega espaço porque são os grãos que reforçam o pasto. No total, a agropecuária soma cerca de R$ 1,5 bilhão localmente. Esperamos que na safra de 2021/2022 o resultado continue positivo”, adianta Sérgio.

Ferrovia aponta solução, mas projeto precisa ser maior

Embora a produção de soja e milho seja grande no oeste paraense, pouco fica na região - apenas 30% do milho e 15% da soja. O restante é exportado. O presidente do Sirsan diz que, em caso de exportação, há uma troca por fertilizantes, que já vêm no navio que vai levar as cargas. Santarém é um ponto de convergência entre vários municípios e estados da Amazônia, sendo ponto também de possível ligação com o Porto de Miritituba, em Itaituba, também no Pará. E, de Santarém, as cargas seguem para Belém e o restante do mundo. Hoje, no entanto, apenas de 15 a 20% do serviço é industrializado no oeste paraense. O que falta para aumentar esse número, segundo Sérgio, são áreas para a construção de portos e mais infraestrutura.

(Tarso Sarraff / O Liberal)

Para isso, um projeto ainda não saiu do papel: o da ferrovia Ferrogrão. O projeto bilionário de Estrada de Ferro 170 (EF-170) faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal e busca consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil, por meio do Arco Norte. A ferrovia, que já está em discussão há anos, contará com uma extensão de 933 quilômetros, conectando o Mato Grosso ao Pará, desembocando no Porto de Miritituba, a fim de facilitar o escoamento da produção agrícola nacional.

Quando finalizada, a Ferrogrão terá alta capacidade de transporte e competitividade no escoamento da produção pelo Arco Norte - papel este que, hoje, é desempenhado pela rodovia BR-163, recentemente asfaltada pelo governo federal. O corredor pela EF-170 e a rodovia consolida uma nova rota para a exportação da soja e do milho no Brasil, segundo o PPI. No entanto, desde julho do ano passado, o projeto está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), passo essencial para que o edital do leilão pudesse ser publicado. Embora os trâmites relacionados ao projeto tenham sido suspensos em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Infraestrutura (Minfra) aposta que o leilão para concessão da ferrovia deve acontecer ainda neste segundo semestre.

Com a nova logística, o intuito é aliviar o bolso de quem paga para exportar produtos como soja e milho, tendo em vista a estimativa de recuo no preço do frete. “Ainda não saiu do papel e estão contestando. Hoje, conseguiríamos amenizar o custo do transporte com a ferrovia, seria bem menor. Até porque, para caminhões, a infraestrutura rodoviária é péssima. A Ferrogrão reduziria muitos desses problemas. A questão é que ela é ligada a Miritituba e gostaríamos que fosse com Santarém, mas dependemos da liberação do projeto da Área Portuária II, para instalação de novos portos”, argumenta o presidente do Sirsan.

(Tarso Sarraff / O Liberal)

Outro ponto negativo da ligação da ferrovia apenas até Miritituba, segundo Sérgio, é que lá apenas balsas irão atracar no porto, o que deixaria o transporte limitado, uma vez que há o calado do rio Tapajós. Em determinado período do ano, quando as águas estão baixas, ele diz que há uma dificuldade para fazer o escoamento. “Quando diminuem as chuvas na cabeceira do Centro-Oeste, que abastece o rio Tapajós, o nível da água cai até oito metros. Acaba tendo dificuldade na navegação de grãos por lá. Já aqui temos o rio Amazonas”, diz.

Produtor rural tem boa produção, mas reclama de preços

Agricultor de Belterra, Valter Radetski, de 58 anos, é natural do Rio Grande do Sul, mas veio tentar a vida no Pará, em 2000, ao lado da esposa. Ao longo desses anos, o casal teve três filhas, que são paraenses. Hoje Valter possui uma das maiores produções de soja e milho da região, além da criação de gado.

Valter Radetski é agricultor (Tarso Sarraff / O Liberal)

Inicialmente, ao chegar no Pará, Valter começou cultivando arroz. Depois de algum tempo, passou a plantar soja. No mesmo ano, veio a lavoura do milho, após a colheita da soja, nas chamadas “safrinhas”. “Hoje, estou plantando dois mil hectares. Dentro disso, fiz uma média de 67 sacas de soja por hectare, e o milho, já que tivemos clima bom e não faltou chuva, rendeu uma média de 145 sacas por hectare. As duas sacas pesam 60 quilos. E o gado tenho em torno de 500 cabeças, entre bezerros e bois”, conta.

Quem “manda” no preço das vendas de milho é a exportação, diz Valter. Para quem vende para fora, o custo do saco de milho é, em média, de R$ 68. Internamente, no mercado local, custa entre R$ 75 e R$ 80. Como os produtores precisam colher o milho em 30 dias e não têm espaço para armazenar, se veem obrigados a exportar. Depois de, aproximadamente, 90 dias o milho falta no mercado interno, e o preço sobe para cerca de R$ 90. Há quem espere o valor aumentar para ganhar mais dinheiro, mas o produtor diz que é uma “aventura”, já que o preço pode até cair, dependendo da oferta e da demanda.

Produção de cana na Amazônia – Safra 2020/2021
Amazônia: 34,68% - 22.689,425 t

Pará: 1,58% - 1.036.367 t
Acre: 0% - 0 t
Amazonas: 0,43% - 281.508 t
Amapá: 0% - 0 t
Roraima: 0% - 0 t
Mato Grosso: 25,64% - 16.773.194 t
Rondônia: 0% - 0 t
Maranhão: 3,71% - 2.427.392 t
Tocantins: 3,32% -  2.170.964 t

Total do Brasil: 654.306.090 t

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Hoje proibida, cana na Amazônia seria nova alternativa para biocombustível

A produção de cana-de-açúcar é uma das atividades que mais movimentam a economia do Brasil, levando o país a se tornar o maior produtor canavieiro do mundo. Seja para exportação, para produção de álcool ou açúcar, a planta é essencial para o agronegócio nacional. De acordo com o Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC), o setor representa, sozinho, 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

"Não queremos derrubar uma única árvore para plantar cana, isso seria uma insensatez, mas não podemos deixar de plantar" - Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

A região, no entanto, está engessada para ter na cultura da cana um novo foco de desenvolvimento produtivo em áreas já abertas, tal como já ocorre com a soja e o milho. Com a justificativa de preservação da região, em 2009, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva publicou decreto do Zoneamento Agroecológico da Cana de açúcar, excluindo, entre outras áreas, o Pará, por se encontrar no Bioma Amazônia. Em 2011, o decreto foi questionado através de um projeto de lei no Senado Federal, de autoria do então senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que autorizava o cultivo sustentável da cana-de-açúcar em áreas alteradas da Amazônia Legal. “Não queremos derrubar uma única árvore para plantar cana, isso seria uma insensatez, mas não podemos deixar de plantar”, afirmou, à época o parlamentar. No entanto, o projeto não avançou no legislativo brasileiro.

Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) (Tarso Sarraff / O Liberal)

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro revogou o decreto de 2009, voltando a autorizar o plantio da espécie no bioma amazônico. No entanto, a revogação da proibição foi questionada na Justiça e permanece sem definição. De acordo com o coordenador-geral de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, do governo federal, uma liminar proferida pelo Tribunal Regional da 1ª Região do Amazonas suspendeu a revogação deste normativo, impedindo o financiamento de projetos de expansão da cana-de-açúcar na região. “Desta forma, inviabiliza qualquer tentativa, mesmo que privada, para implantação de uma unidade nessas localidades, mesmo que a área a ser utilizada já esteja desmatada ou mesmo com outra cultura que não a cobertura original”, explicou Cid Caldas, do Ministério da Agricultura.

Apesar de ter assinado o decreto em 2009, o ex-presidente Lula se mostrou aberto ao diálogo sobre o assunto, também em recente entrevista a O Liberal. “Nós temos um zoneamento agroecológico e a preservação é a melhor forma de gerar oportunidade de desenvolvimento econômico para a região. A única coisa que acho importante é envolver a sociedade e discutir qual é a forma mais saudável e rentável para desenvolver, levando em conta a necessidade da preservação da floresta amazônica. O Brasil não pode querer desmatar a Amazônia, nem para criar gado, nem para produzir cana; temos várias áreas degradadas aos montes”, disse.

Pará busca ciência para liberar plantio da cana

Além dos impasses judiciais e políticos para regulamentar o plantio de cana na Amazônia, existe ainda a polêmica de se tratar de monocultivo, o que pressupõe práticas de desmatamento, das quais também resultam impactos sobre o meio ambiente. Porém, um grupo de agricultores, empresários e entidades governamentais do Pará começou a buscar soluções sustentáveis para viabilizar o cultivo da cana no Estado.

O Propará

Agronegócio Competitivo, uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) alinhada com o Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), tem o objetivo de integrar e aprimorar ações estratégicas para a retomada do crescimento econômico pós-pandemia, aumentando a produção em diversos setores do agronegócio, inclusive, o da cana-de-açúcar.

"A cana-de-açúcar é mais uma cadeia produtiva que pode alavancar a economia do Estado (...) Como a indústria sucroalcooleira tem uma grande agregação de valor, com um processo produtivo que vai desde o plantio agrícola até o produto final, tende a levar emprego e renda para as regiões mais carentes" - Fernão Zancaner, vice-presidente da Faepa.

Para o grupo, o Pará tem tudo para ter uma produção igual aos estados de São Paulo e Paraná (os maiores produtores do Brasil) que, juntos, possuem 43 milhões e 500 mil hectares, para produzir com respeito à floresta, utilizando áreas que já foram desmatadas, explica o vice-presidente da Faepa, Fernão Zancaner.

“A cana-de-açúcar é mais uma cadeia produtiva que pode alavancar a economia do Estado e, nesse sentido, a Faepa entende que o cultivo e industrialização seriam uma boa oportunidade de geração de emprego e renda no Pará. Como a indústria sucroalcooleira tem uma grande agregação de valor, com um processo produtivo que vai desde o plantio agrícola até o produto final, tende a levar emprego e renda para as regiões mais carentes que normalmente estão longe dos grandes centros e sem muitas oportunidades de cadeias produtivas completas”, disse Fernão.

(Tarso Sarraff / O Liberal)

Apesar das áreas disponíveis para uso, ou seja, desmatadas, Fernão aponta a necessidade de se regularizar estas terras para aprimorar a produção da planta. “Talvez o maior impasse seja a regularização fundiária. O cultivo da cana depende de um núcleo produtivo e industrial conjunto, pois a cana tem um raio de transporte até a indústria que não pode ser muito grande, já que o custo do frete pode inviabilizar a operação. Dificilmente, um grupo do setor virá montar um núcleo produtivo desse porte sem que as terras no raio de alcance do projeto estejam totalmente regularizadas, e infelizmente o Pará sofre ainda com esse entrave”, pontuou.

O Propará justifica os anseios de regulamentar a produção canavieira no Estado com o estudo sobre a viabilidade técnica e econômica da cana-de-açúcar no Pará realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), contratada pelo Governo do Pará em 2006. Atentos para os quesitos de aptidão climática, edáfica (estudo dos solos) e quantidade de áreas aptas, os pesquisadores da instituição consideraram viável e rentável a plantação em terras paraenses.

De acordo com o trabalho, o Pará possui uma região de alta aptidão para produzir cana-de açúcar acima do que é plantado em todo o Brasil. São 9 milhões de hectares de solos paraenses no leste do Estado, enquanto todo o país planta em 6,6 milhões. “A produção de etanol no Pará tem boas condições em produtividade, custos de mão-de-obra, de terras e de logística para tornar-se uma das mais competitivas plataformas de exportação do Brasil”, diz o laudo técnico.

 

OLHO

 

Comparado a outros estados da região Norte, o Pará é o que apresenta a maior área plantada com a cultura, embora ela represente apenas uma usina para processamento industrial da cana-de-açúcar, localizada em Ulianópolis, no sudeste paraense. Se consideradas todas as áreas com alta aptidão edáfica e com irrigação recomendada, a área cultivada no Pará (4,03 milhões de hectares) seria superior à área cultivada em São Paulo (2,7 milhões de hectares), maior estado produtor da planta.

“As dimensões do negócio de etanol podem vir a transformar o estado social e economicamente, contribuindo com R$ 84 bilhões de investimentos, R$ 36 bilhões de PIB e dois milhões de empregos. Estes recursos ajudarão a melhorar o padrão de vida do paraense assim como reduzir as pressões ambientais em áreas com cobertura florestal nativa, já que este trabalho somente levou em consideração as áreas aptas para cana-de-açúcar já desmatadas”, diz o estudo.

Liberal Amazon
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