A equipe do Eu Repórter recebeu denúncias a respeito à falta de medicamentos para tratamento de pessoas com câncer, no hospital Ophir Loyola, em Belém. Relatos apontam que a situação ocorre a cerca de um mês, dificultando ainda mais o quadro dos pacientes.
Segundo informações, alguns pacientes estão sentindo dores, o que preocupa quem precisa do tratamento e quem acompanha essas pessoas, que relatam que o hospital está sem os medicamentos Oxaliplatina, 5-Fluoracil, Carboplatina e Paclitaxel, remédios bases do processo.
Em nota, o Hospital Ophir Loyola informou que já realizou a compra dos medicamentos citados e aguarda a entrega pelo fornecedor. "O hospital ressalta que tomou todas as medidas administrativas para que os medicamentos sejam regularizados o mais breve possível".
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Os denunciantes dizem que não receberam qualquer tipo de comunicado a respeito da situação, fazendo com que soubessem do quadro somente ao ir até o local. Em muitos casos, as pessoas residem em outros municípios, gastando com passagens e alimentação em vão.
A filha de uma paciente, que mora no município de Breves, informou que fez a viagem até o hospital e foi informada de que deveria aguardar o próximo período previsto no protocolo. "Minha mãe faz quimioterapia a cada 21 dias. Viemos de Breves e só fomos saber quando chegamos lá. A direção do Ophir só manda a gente esperar, mas o câncer não espera", relata a jovem, que optou por não se identificar.
Em mais um relato, a irmã de outro paciente, disse que ele está precisando urgentemente realizar um novo tratamento e que "pessoas podem vir a falecer nesse intervalo de tempo por uma questão de irresponsabilidade da administração".
Uma paciente que tem o caso de câncer de mama, relatou que sente fortes dores e febre, devido aos ferimentos na região. Ela afirma que todos os dias entra em contato com o hospital e a resposta é sempre de que não há previsão de normalização do cenário.
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(Carolina Mota, estagiária, sob supervisão de Eduardo Laviano)
