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CONTEÚDO DE MARCA

Veja como as faixas exclusivas para ônibus contribuem para a fluidez do trânsito

Sistema precisa abranger vias de alta circulação para que os resultados sejam eficientes

13 de junho de 2024 às 10:00

Redução do tempo do passageiro dentro do veículo e dos custos do transporte público estão entre as vantagens das faixas exclusivas

Redução do tempo do passageiro dentro do veículo e dos custos do transporte público estão entre as vantagens das faixas exclusivas ( Foto: Igor Mota/ Arquivo O Liberal )

Para reduzir os congestionamentos nos centros urbanos, uma das estratégias de mobilidade é a adoção de faixas exclusivas para ônibus. Com o aumento de veículos, como os de transporte por aplicativo, o deslocamento diário da população se tornou mais demorado, principalmente nos horários de pico como o início e fim do dia.

Entre as vantagens das faixas exclusivas estão a prioridade no sistema viário ao transporte coletivo; redução do tempo do passageiro dentro do veículo; diminuição de custos do transporte público e o uso compartilhado de espaços viários de forma eficiente.

Em Belém, as faixas exclusivas foram adotadas em 2017 e funcionam em vias movimentadas como a Governador José Malcher, Conselheiro Furtado e Castelo Branco. Veículos particulares são passíveis de multa em caso de circulação nas faixas exclusivas, exceto para realização de manobras para acesso a imóveis e conversões à direita.

Com faixas exclusivas, os ônibus podem transitar livremente, sem competir por espaço com veículos particulares
Com faixas exclusivas, os ônibus podem transitar livremente, sem competir por espaço com veículos particulares (Fábio Costa/ Arquivo O Liberal)

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta alguns dados sobre as faixas exclusivas. A implantação do sistema ocorre em curto prazo (até seis meses) e com custo de R$ 100 mil a R$ 500 mil por quilômetro.

Com faixas exclusivas, os ônibus podem transitar livremente, sem competir por espaço com veículos particulares. A agilidade no deslocamento pode alcançar 40% de redução do tempo, incentivando mais pessoas a utilizarem transporte coletivo.

A redução de carros nas ruas pode contribuir com a diminuição da poluição do ar e da emissão de gases de efeito estufa. Assim, a qualidade do ar pode melhorar, o que tem um impacto positivo na saúde pública, reduzindo problemas respiratórios e cardiovasculares causados pela poluição. Isso se alinha aos esforços globais de combate às mudanças climáticas, tornando as cidades mais sustentáveis e habitáveis.

Entretanto, para que os resultados sejam efetivos é preciso abranger maiores áreas. Estudos do O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) apontam que as capitais brasileiras avançaram pouco na priorização do transporte coletivo.
Com as análises entre as infraestruturas existentes e as características socioeconômicas, aumenta a necessidade de implementação de políticas públicas voltadas a mobilidade urbana.