O cooperativismo vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia e, nos últimos dez anos, passou a ocupar um espaço cada vez mais significativo no cotidiano da população paraense. A avaliação é do superintendente do Sistema OCB-SESCOOP, Júnior Serra, durante a edição do LibTalks realizada na última quarta-feira (30), que teve como tema “Cooperativismo e Desenvolvimento 2026”.
O encontro reuniu ainda o presidente do Sistema OCB/PA (Organização das Cooperativas do Brasil no Estado do Pará), Ernandes Raiol, e foi mediado pelo jornalista do Grupo Liberal, Rodolfo Souza.
Durante o painel, Júnior Serra destacou que o modelo cooperativista está presente em diferentes áreas, entre elas transporte, reciclagem, crédito e saúde, além de outros serviços considerados essenciais para a população. Segundo ele, o setor também leva em consideração as particularidades de cada município paraense e busca adequar sua atuação às características e necessidades de cada território.
De acordo com o superintendente, o desenvolvimento do cooperativismo ocorre de maneiras distintas entre as regiões brasileiras. Enquanto estados do Sul contam com cooperativas que possuem décadas de atuação, na Amazônia o segmento constrói uma trajetória própria, levando em conta aspectos como a ancestralidade, os modos de vida das comunidades e as demandas específicas da região.

Serra também ressaltou a visibilidade conquistada pelo cooperativismo durante a COP30, realizada em Belém em novembro do ano passado. Entre os exemplos citados está a Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (CoomFlona), localizada em Belterra, no Baixo Amazonas.
A cooperativa desenvolve, há anos, atividades relacionadas ao manejo florestal sustentável e à geração de oportunidades para comunidades ribeirinhas. Para Serra, a experiência demonstra como a atuação coletiva pode contribuir para conciliar conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento local na Amazônia.
