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CONTEÚDO DE MARCA

LibTalks Amazônia encerra imersão sobre negócios sustentáveis em sete capitais do Norte

Em formato de roadtrip, projeto mostra oportunidades e ouve histórias de destaque em cada estado

11 de agosto de 2026 às 13:47

Edição em Palmas encerrou o ciclo nas capitais da região Norte

Edição em Palmas encerrou o ciclo nas capitais da região Norte ( Foto: Fernanda Taludo )

O LibTalks Amazônia encerrou na quinta-feira, 6, em Palmas, o ciclo de debates sobre bioeconomia, sustentabilidade e empreendedorismo na região Norte. A iniciativa inédita do Grupo Liberal, com patrocínio do Sicredi, percorreu as capitais dos estados do Pará, Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá e Tocantins, sempre com transmissão ao vivo pelo canal oficial de O Liberal no YouTube e pelo portal OLiberal.com, democratizando o acesso a painéis.

O projeto marca os 80 anos do Grupo Liberal e reafirma o seu compromisso institucional em atuar como uma força de reflexão e indução do desenvolvimento regional.

Ao longo das edições, foram reunidas dezenas de convidados, entre cientistas, líderes indígenas, CEOs de startups, formuladores de políticas públicas e representantes do setor financeiro. O objetivo foi conectar diferentes ecossistemas de inovação que emergem da região amazônica, a partir de saberes tradicionais, insumos naturais e tecnologia.

Tocantins

A edição de encerramento em Palmas, mediada pela jornalista Cinthia Abreu, reuniu reunindo Éber Souza, professor e pesquisador do Instituto Federal do Tocantins e CEO da BIO 6 Sustentável; Luana Mozzaquatro, presidente da Associação Tocantinense de Startups e CEO da Vórtex Aceleradora; e Magda Cristina, proprietária do Grupo da Família, indústria tocantinense de transformação e reciclagem.

Doutor em biotecnologia, o biólogo Éber Souza afirmou que empreender no meio da floresta e com a floresta é um grande aprendizado. “Há uma logística diferente, e aqui você tem que entender o ‘time’ às vezes da produção da floresta, do clima para desenvolver bioprodutos que não vêm na mesma velocidade que têm produtos sintéticos, então, para mim, empreender na Amazônia tem essa característica muito particular e especial e um desafio também”, afirmou.

Mestre em Engenharia de Produção, Magda Cristina comanda o Grupo da Família, uma indústria tocantinense especializada em reciclagem de plásticos e fabricação de cordas e cordéis sustentáveis. Ela destacou que a falta de informação ainda gera preconceito com o material reciclado e exige um trabalho de conscientização nas redes sociais, escolas de ensino médio e universidades, para divulgar a qualidade e durabilidade dos produtos recicláveis.

Fechando o painel tocantinense, Luana Mozzaquatro, presidente da Associação Tocantinense de Startups e CEO da Vórtex Aceleradora (a primeira de Palmas), chamou a atenção para o ecossistema de investimentos. "Não adianta a gente inovar se o produto não chega ao consumidor", alertou. Luana trabalha ativamente para conectar novos negócios a fundos de investimento, destacando que o aporte em startups na Amazônia possui um "tempo diferente", mas carrega um alto potencial de escalabilidade.

Pará

O ciclo de debates foi iniciado em Belém, no dia 26 de novembro, com foco em oportunidades em biotecnologia, logo após a realização da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP 30).

Com mediação do jornalista e diretor de Entretenimento e Rádio Web do Grupo Liberal, Ney Messias, os convidados abordaram desde as matérias-primas a serem pesquisadas até os investimentos e o potencial de empregabilidade do setor.

O evento recebeu o engenheiro químico e pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), Dr. Raul Carvalho, que destacou produtos como o óleo de açaí e o enxaguante bucal de jambu. A engenheira de produção Ingrid Teles, diretora-executiva da startup Ver-o-Fruto, também ressaltou a importância de explorar os recursos naturais de forma sustentável.

André Facó, diretor-presidente da companhia Águas do Pará, acredita que a comunicação é crucial para tirar do anonimato os esforços realizados pelo saneamento no estado. Ele destaca o papel do LibTalks Amazônia como uma “janela de visibilidade” para alcançar a população com informação clara e confiável.

O diretor-superintendente do Sebrae Rubens Magno  reforçou que impulsionar os pequenos e microempreendedores é essencial para a construção da bioeconomia na escala local. Já a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a COP 30 evidenciou a crescente relevância do setor.

Empreendedorismo feminino foi o centro do bate-papo em Rondônia
Empreendedorismo feminino foi o centro do bate-papo em Rondônia (Brena Gama)

Amazonas

Manaus foi a segunda capital a receber o ciclo itinerante, em 27 de fevereiro. O debate foi mediado pela jornalista e empresária Layse Santos e contou com a participação do biólogo e CEO da Biozer da Amazônia, Daniel Pinheiro; do chef e diretor da Amazônia Smart Food, Beto Pinto; da CEO da Navegam Log, Michelle Guimarães; e do gerente de negócios PJ da agência Soberane Sicredi, em Manaus, Dennis Costa da Silva.

A complexidade logística foi destrinchada por Michelle Guimarães, CEO da Navegam Log, especializada no rigoroso transporte de matérias-primas da floresta.

O biólogo Daniel Pinheiro destacou que a Amazônia historicamente foi tratada apenas como fornecedora de matéria-prima. Já o chef Beto Pinto defendeu a criação de um ambiente legal e jurídico que fortaleça a sociobioeconomia na região.

Durante o encontro, o gerente Dennis Costa da Silva destacou o papel do cooperativismo. “Para nós do Sicredi, apoiar um evento como esse é um compromisso de reforçar o apoio a uma Amazônia sustentável, inovadora e protagonista do próprio desenvolvimento. O Sicredi não é só uma instituição financeira, é um modelo que acredita nas pessoas, apoia territórios e constrói uma prosperidade compartilhada”, afirmou.

Roraima

Em Boa Vista (RR), a discussão gravitou em torno da capacidade de dar escala à produção sustentável, em 27 de março. Hyana Primo, pesquisadora da Embrapa Roraima, alertou para os gargalos de matéria-prima, embalagem e escoamento. Já Vinícius de Oliveira trouxe a pauta impositiva do licenciamento ambiental e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como pilares inescapáveis para a obtenção de crédito e financiamento por agricultores familiares, destacando a necessidade de organizar os produtores em cooperativas.

Acre

No Acre, a etapa de Rio Branco evidenciou o encontro entre tecnologia e tradição, no dia 24 de abril. Mediado pela jornalista Nélia Ruffeil na Estácio Unimeta, o painel teve a participação marcante de Ita Culqui, sócia da Alquimia da Floresta, que atua com medicina ancestral desde os 13 anos. Recentemente capacitada pelo Sebrae, Ita resumiu a essência do encontro: "É realmente importante unir a ciência com a sabedoria ancestral". O pioneirismo do Acre na conservação, impulsionado pelo legado de Chico Mendes, foi destacado por Jaksilande Araújo, presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC), e referendado por Jorge Freitas, analista técnico do Sebrae Acre.

Rondônia

Em Porto Velho (RO), com mediação da jornalista Emilli Sousa, o protagonismo foi integralmente feminino, com apoio do Hub.RO, no dia 29 de maio. A advogada Tânia Borges, CEO da Ping, detalhou como sua solução substitui processos manuais por fluxos digitais sustentáveis e auditáveis. A bióloga Yara Bressan, cofundadora da Amazônia Vida Verde, e Elisângela Gavino, fundadora da AgroScan e especialista em inovação, enfatizaram a força dos ecossistemas locais. "Vale apostar no sonho, acreditar, não desistir", aconselhou Yara, enquanto Elisângela destacou startups rondonienses que já exportam tecnologia para outros estados.

Evento em Macapá destacou materiais sustentáveis para construção civil, suplementos naturais e ecossistema de inovação
Evento em Macapá destacou materiais sustentáveis para construção civil, suplementos naturais e ecossistema de inovação (Brena Gama)

Amapá

A edição em Macapá (AP), conduzida pela jornalista Layse Santos, focou na sustentabilidade criativa, no dia 26 de junho. Antônia Bezerra, da Amazon Bioprotein, explicou como sua startup desenvolveu suplementos naturais em pó a partir do cariru, após rigorosos testes biotecnológicos. Michael Carvalho, engenheiro de produção indígena, apresentou o revolucionário "cimento verde", que incorpora sedimentos do rio Amazonas e rejeitos de mineração, unindo redução de custos na construção civil à preservação ambiental. O fortalecimento estrutural dos negócios foi abordado por Maurício Sánto, fundador do Amazoom, o primeiro hub de inovação do Amapá.

Para assistir todas as transmissões do Libtalks Amazônia, acesse o canal do Grupo Liberal no YouTube