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Conheça os riscos da “whats dependência”

Indisponibilidade de aplicativos revela o impacto que estes recursos têm na vida de muitas pessoas

Izabelle Araújo

Na sociedade pós-moderna a internet se tornou algo tão fundamental quanto os meios de transporte e a indústria alimentícia. Diante dessa naturalização e expansão quase total dos meios de comunicação online, as redes sociais e aplicativos de conversa extrapolaram o contexto da interação social para se tornarem ferramentas de trabalho, de vendas, pontes para serviços bancários, de saúde, supermercado, viagens, entretenimento e muitas outras possibilidades.

No último ano, no entanto, a população mundial experimentou alguns eventos de indisponibilidade global destes sistemas e aplicativos, que geraram as mais diversas reações.

Considerando esse fato, a pergunta “o que eu fiz ou senti quando o WhatsApp, Instagram e Facebook saíram do ar?” abre espaço para uma reflexão sobre a influência dessas ferramentas de interação na vida de cada pessoa.

De acordo com a psicóloga Ivana Teles, que atua no Sistema Hapvida, a queda das redes sociais e do Whatsapp mostra um fenômeno social que vem crescendo bastante nos últimos tempos, que é a dependência das pessoas em relação a estas redes de comunicação.

“Isso demonstra o nível de relação que estamos estabelecendo com os eletrônicos. Eles são recursos que vieram para auxiliar nas nossas relações pessoais e nas demandas de trabalho, mas observamos um desespero muito grande de algumas pessoas quando eles falham”, comenta.

A dependência em relação aos aparelhos eletrônicos e sistemas de comunicação pode evoluir para um vício chamado nomofobia, que é o medo extremo de ficar sem o celular. Esta condição também é caracterizada pelo hábito de evitar interações pessoais para se comunicar prioritariamente pelo digital, desenvolvendo inclusive uma expectativa constante de receber mensagens, curtidas e comentários nas redes sociais.

Ivana Teles reforça que é importante estar atento a essa relação com as redes sociais para que ela não acabe dominando a rotina e promovendo o aumento da ansiedade, por exemplo. “Se você observar que essa dependência está gerando um impacto negativo na sua vida, procure um suporte profissional. Isso vai ajudar a conduzir a relação com os eletrônicos de uma maneira muito mais saudável, afinal eles estão aí para nos ajudar e não para dominar a nossa vida”, finaliza a profissional.

Hapvida
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