FIEPA reforça protagonismo da indústria amazônica na COP30 e defende nova agenda de desenvolvimento
Bioeconomia, inovação e uso sustentável dos recursos podem gerar prosperidade e inclusão
A presença da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) consolida a trajetória para posicionar a indústria amazônica como agente central da transição para uma economia de baixo carbono.
As ações do setor industrial na COP iniciaram com um evento de networking promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na sede da Federação, em Belém, com mais de 400 lideranças nacionais e internacionais em Belém, entre governadores, ministros, empresários e representantes de organismos multilaterais.
O encontro se une às atividades que se desdobram em múltiplos espaços da Conferência, como o estande da CNI na Blue Zone, o Pavilhão Pará na Green Zone e o Brazilian Industry Hub, sediados em espaços estratégicos do Sistema FIEPA.
O presidente da FIEPA, Alex Carvalho, destacou que a COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil e, em especial, para a Amazônia, mostrarem ao mundo um novo modelo de desenvolvimento socioeconômico.
“A Amazônia precisa ser vista não apenas como um patrimônio natural, mas como um território de soluções. A bioeconomia, a inovação e o uso sustentável dos recursos podem gerar prosperidade e inclusão sem abrir mão da conservação. Esse trabalho que vem sendo realizado pela FIEPA junto às indústrias do Estado tem nos permitido mapear, apoiar e reconhecer casos e iniciativas concretas de como o setor está alinhado à pauta ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Com isso podemos, ver de fato, toda a robustez e potencial amazônico”, afirmou.
Segundo Carvalho, o fortalecimento da indústria amazônica é essencial para que o país avance rumo à descarbonização com equilíbrio entre transição justa, crescimento econômico e conservação ambiental. “A transição para uma economia de baixo carbono exige condições estruturais. Precisamos garantir que as cadeias produtivas da Amazônia sejam fortalecidas e conectadas ao mundo, com investimentos em infraestrutura, logística e tecnologia”, pontuou.
Uma trajetória construída antes da Cop 30
A presença da FIEPA na COP30 é resultado de um trabalho de longo prazo. Desde 2024, a entidade articula ações, debates e parcerias voltadas à sustentabilidade e à competitividade regional.
Como síntese dessa caminhada, lançou o documento “Diretrizes para uma Indústria de Baixo Carbono”, que reúne dez recomendações para uma nova agenda ambiental, social e econômica na Amazônia brasileira, com metas e orientações até 2030. O material propõe caminhos concretos para o setor produtivo avançar em áreas como descarbonização, economia circular, inovação tecnológica e valorização das cadeias locais, reforçando o compromisso da indústria com uma transição justa e inclusiva.
“Enquanto setor produtivo, sabemos da nossa responsabilidade em propor soluções concretas, baseadas na sociobioeconomia e em um modelo de desenvolvimento que combine crescimento, inclusão e conservação”, reforça Carvalho.
Atuação empresarial
Em paralelo às negociações globais nos pavilhões da COP30, a indústria realizou um dos mais importantes eventos para o setor produtivo nacional. No auditório Albano Franco, no dia 12 de novembro, o SB COP – Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono reuniu representantes de indústrias, governos e instituições multilaterais, na sede da FIEPA. No encontro foram reconhecidos 48 cases de sucesso do setor privado voltados à sustentabilidade e à redução das desigualdades sociais.
Além disso, a FIEPA tem conduzido uma agenda intensa de articulações bilaterais e encontros institucionais durante a conferência, envolvendo lideranças como Ricardo Alban (CNI), Ricardo Mussa (SB COP) e Tennant Reed (Australian Industry Group), com foco na construção de parcerias estratégicas e na troca de experiências internacionais voltadas à economia verde.
“Nosso desafio agora é fazer com que as oportunidades geradas pela COP30 se traduzam em políticas, investimentos e inovação. A Amazônia tem condições de ser protagonista da nova economia verde, e a indústria é parte fundamental dessa transformação”, concluiu o presidente da Federação.
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