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Efluente oleoso x efluente orgânico: principais diferenças e cuidados para a destinação correta

Elementos são provenientes de diversas atividades ou processos industriais e domésticos

Ana Paula Gama

14 de abril de 2024 às 07:00

Efluentes podem ser gerados por indústrias ou por esgotos domésticos urbanos, que são lançados no meio ambiente

Efluentes podem ser gerados por indústrias ou por esgotos domésticos urbanos, que são lançados no meio ambiente ( Foto: Freepik.com )

Comuns no dia a dia, o efluentes oleosos são resíduos líquidos que contêm óleos, gorduras e substâncias químicas provenientes de processos industriais, lavagem de equipamentos e veículos. Já os efluentes orgânicos, por sua vez, são compostos por matéria biológica, como restos de alimentos, esgoto doméstico e resíduos de origem animal ou vegetal. Esses elementos representam riscos significativos para o meio ambiente, podendo contaminar solos, corpos d'água e lençóis freáticos. Sendo assim, a Cidade Limpa Ambiental realiza a coleta e tratamento desses efluentes, de acordo com as normas e legislações ambientais vinculadas.

É válido ressaltar que os efluentes causam poluição hídrica, comprometem a qualidade da água e do solo, afetam a vida aquática e podem causar danos à saúde humana e animal. De acordo com Maria Ogorodnik, supervisora de meio ambiente da Cidade Limpa Ambiental, as principais diferenças entre efluentes oleosos e orgânicos estão na composição e nas fontes de origem.

“Enquanto os efluentes oleosos são compostos por óleos, gorduras e produtos químicos industriais, os efluentes orgânicos são compostos por matéria biológica, como restos de alimentos e esgoto doméstico. Além disso, o tratamento aplicado ao efluente oleoso e ao efluente orgânico também se diferem devido à variação de seus impactos ambientais. Ambos os tipos de efluentes requerem tratamento adequado antes do descarte para minimizar seus impactos ambientais e proteger a qualidade da água e do solo”, explica Maria Ogorodnik.

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Tratamento

Outro ponto importante é que os sistemas de tratamentos de efluentes visam atender à legislação ambiental e, em alguns casos, a reutilização de águas. Além disso, a maneira mais adequada de compreender o objetivo dos sistemas de tratamento é fazer relação com a remoção de sólidos, que podem ser mais variados, são eles: sólidos grosseiros; sólidos sedimentáveis; matéria orgânica decantável; algas; íons em solução e microrganismos patogênicos.

A seguir, confira as etapas de tratamento dos efluentes oleosos e orgânicos:

- Preliminar: essa etapa tem o objetivo de remover grandes sólidos e areia para proteger as demais unidades de tratamento, os dispositivos de transporte e os corpos receptores. É válido pontuar que a remoção da areia previne a ocorrência de abrasão nos equipamentos e tubulações, facilitando o transporte dos líquidos;

- Primário: visa a remoção de elementos sólidos não grosseiros em unidades de sedimentação. Além disso, os sólidos sedimentáveis e flutuantes são retirados por meio de mecanismos físicos, via decantadores;

- Secundário: essa etapa é responsável por processar, principalmente, a remoção de sólidos e de matéria orgânica solúvel e nutrientes como nitrogênio e fósforo;

- Terciário: tem o objetivo de remover os poluentes tóxicos, não biodegradáveis ou eliminar poluentes não degradados na fase secundária.

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