Todos os dias, bancos, financeiras e lojistas aprovam crédito com base em consultas aos birôs de proteção ao crédito. O que poucos sabem é que essa fotografia é incompleta: os birôs privados não possuem a totalidade das informações de protesto de títulos, registro público que comprova, com fé pública, a inadimplência de uma dívida.
O resultado dessa assimetria de informações é que credores estão concedendo crédito a devedores com protestos ativos em cartório — sem saber. O cliente aparece "limpo" no birô, mas carrega dívidas protestadas, o sinal mais grave de inadimplência reconhecido pela lei.
A boa notícia é que essa informação está acessível a qualquer pessoa. A Central Nacional de Protesto (Cenprot), mantida pelos cartórios, reúne 100% dos protestos do Brasil e oferece consulta gratuita por CPF ou CNPJ no site pesquisaprotesto.com.br. Antes de vender a prazo ou emprestar, basta consultar.
Ferramentas
Para empresas que analisam risco em escala, foi criado o Fator Protesto, ferramenta de inteligência de dados que permite consultas em massa à base nacional, integrando o histórico de protestos à análise de crédito. Outro serviço importante e gratuito é o Avise-me, que alerta o cidadão por SMS ou e-mail sempre que um título em seu CPF ou CNPJ for encaminhado a protesto — proteção também contra fraudes.
E para quem precisa cobrar, o protesto é imbatível: o índice de recuperação de crédito chega a 64% em créditos privados no prazo de um ano, alcançando 80% quando o título é apresentado logo após o vencimento — em dias, não em anos, como no Judiciário. Tudo isso sem custo inicial para o credor, já que os emolumentos são pagos pelo devedor.
Em tempos de inadimplência alta, informação completa é a melhor garantia. E ela está nos cartórios de protesto: pública, gratuita e ao alcance de um clique.
