O CoimppaCast, videocast do Grupo Liberal, em parceria com o Sicoob Coimppa, chega ao seu terceiro episódio da temporada. Para falar sobre cooperativismo e negócios, Poliana Bentes, presidente do Conselho da Mulher Empresária (CME) da Associação Comercial do Pará (ACP) foi recebida por Geysa Rufino, vice-presidente do Conselho de Administração (Consad) do Sicoob Coimppa, e Gabrielle Maués, conselheira administrativa e coordenadora do Comitê Mulher Sicoob Coimppa.
Durante o bate-papo, Poliana compartilha sua trajetória pessoal e empreendedora. O diálogo focou na necessidade de as mulheres se profissionalizarem, terem acesso a crédito e ocuparem seus devidos espaços de liderança.
Segundo Poliana, o CME atua como uma ponte vital para o fortalecimento e visibilidade dos negócios locais geridos por mulheres. "A gente é uma plataforma que consolida essas mulheres empresárias, que tenham CNPJ. Uma plataforma para gerar conexão, desenvolvimento profissional e oportunidade de negócios", explica Poliana Bentes.

O episódio também trata sobre os desafios de se empreender e como a participação ativa em redes de apoio é fundamental para o sucesso e bem-estar das donas de negócios. "Empreender, até um certo ponto, é solitário. Mas chega um ponto em que você precisa do associativismo, do cooperativismo, porque é onde você tem a rede em que vai sair ali daquele seu campo isolado e expandir o seu negócio, dizer: 'Eu estou aqui, eu quero fazer negócio'", afirma a presidente do Conselho.
As apresentadoras Geysa Rufino e Gabrielle Maués também ressaltaram o papel do cooperativismo de crédito nesse cenário. Durante a conversa, as anfitriãs explicaram que as cooperativas não possuem finalidade lucrativa e existem para gerar justiça financeira, o que permite criar soluções como a oferta de linhas de financiamento exclusivas para mulheres.
"As instituições financeiras cooperativas e os bancos começaram a observar que tem muitas mulheres empreendendo. O mercado entendeu essa demanda a partir da nossa inserção no mundo dos negócios e começou a nos enxergar como público-alvo também", pontuou Gabrielle Maués.
Profissionalização e protagonismo
No Pará, já são mais de 106 mil empreendedoras formalizadas. Um dos conselhos deixados pela entrevistada às mulheres que estão iniciando no mercado é a busca por qualificação e o fortalecimento da autoconfiança no empreendedorismo. "Não é abrir um negócio por abrir, você tem que ter o mínimo e ir se profissionalizando de verdade. É preciso ter essa autoestima de empresária, se reconhecer como empresária. O conhecimento é uma arma poderosa e ninguém te tira", aconselha Poliana.
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