O movimento de negócios que une a preservação da floresta, o lucro e o desenvolvimento social em Belém acaba de alcançar um marco importante. A Coalizão pelo Impacto Belém celebra cinco anos de história no país apresentando conquistas sólidas para a região: foram R\$ 2.065.000,00 aplicados diretamente em ações de fomento e fortalecimento de projetos na capital paraense, resultando no suporte a 173 negócios e no mapeamento de 65 grandes eventos na cidade. Para comemorar essa jornada e planejar os próximos passos ao lado da comunidade, a iniciativa realiza, no próximo dia 1º de outubro (quinta-feira), das 9h às 18h, o evento Impacta Belém II: Coalizão pelo Impacto Belém Celebra, no Parque de Inovação e Bioeconomia de Belém (Porto Futuro II). O encontro tem entrada gratuita e as inscrições estão abertas pelo Sympla. O balanço mostra como a rede de Belém cresceu e se fortaleceu. Na prática, as universidades locais, representadas pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Centro Universitário do Pará (CESUPA), transformaram a realidade acadêmica ao incluir a pauta do impacto social e da bioeconomia em suas estruturas de ensino, pesquisa e extensão. Ao mesmo tempo, a união de instituições de peso como a FIEPA, o SEBRAE/PA, a VALE S.A., a CASA SETE e o SICOOB COIMPPA consolidou um grupo forte, diverso e totalmente conectado com a realidade do território. Para a diretora-executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Carla Duprat, a trajetória da Coalizão pelo Impacto em Belém evidencia a força de um ecossistema que conecta empreendedorismo de impacto, conhecimento e as potencialidades da Amazônia. “Belém avançou na construção de uma agenda de impacto muito conectada às características e aos desafios do território. Ao longo desses anos, vimos universidades, organizações de apoio, empreendedores e diferentes lideranças fortalecerem suas conexões, com a bioeconomia amazônica ganhando cada vez mais espaço nessa construção. Os 173 negócios apoiados e a evolução do ecossistema mostram que existe uma base importante sobre a qual seguir avançando. O momento agora é de transformar esse legado em mais protagonismo local, aproveitando também a visibilidade e as oportunidades abertas pela COP30 para mobilizar novos atores, recursos e soluções capazes de gerar impacto positivo na Amazônia até 2030”, afirma. A visão prática dessa evolução é compartilhada por quem coordena as ações diretamente na capital paraense. "A Coalizão mostrou que é possível ir além da conexão entre instituições e transformar articulação em ação coletiva. Ao construir confiança entre atores diversos, conseguimos mobilizar iniciativas, influenciar agendas e gerar entregas concretas para o território. O próximo passo é consolidar essa capacidade de articulação e execução, fortalecendo a Coalizão como uma plataforma cada vez mais efetiva de transformação do ecossistema de impacto de Belém", avalia Antônio Abelém, coordenador da Coalizão pelo Impacto Belém. A busca pelo envolvimento direto das pessoas é o que dita o tom desta consolidação de cinco anos. "Em cinco anos, muita coisa mudou, mas talvez o mais importante seja o que conseguimos construir entre as pessoas. A Coalizão ajudou a aproximar quem empreende, quem pesquisa, quem investe e quem pensa no desenvolvimento da Amazônia. Agora, o desafio é fazer com que essas conexões ganhem ainda mais autonomia e continuidade, para que Belém siga sendo não apenas palco, mas também protagonista das soluções que o mundo precisa conhecer", destaca Karina Martins, coordenadora da Coalizão pelo Impacto Belém. Essa união repercute diretamente na base que sustenta as organizações ligadas à sociobiodiversidade. "Impacto não acontece no isolamento. A evolução do ecossistema é o que permite que boas organizações se fortaleçam, se conectem e ganhem escala — especialmente em um território tão estratégico como Belém e a Amazônia. A Coalizão pelo Impacto de Belém é esse espaço de troca e construção coletiva, que amplia o impacto de cada organização e com isso, o potencial de transformação de toda a sociedade", aponta Dea Mendonça, conselheira local e associada do ICE. Impacta Belém II une conhecimento, feira de produtos e conexões (Divulgação) O Impacta Belém II foi estruturado para ser uma grande experiência prática dividida ao longo do dia, unindo conhecimento, feira de produtos e conexões. Na parte da manhã, o Palco Principal terá a abertura oficial conduzida pelo conselho local, trazendo histórias e homenagens a quem ajudou a construir o movimento na cidade. No período da tarde, o mesmo espaço recebe conversas sobre investimentos na Amazônia reunindo instituições como BNDES, KPTL Investimentos e Banco do Brasil, além de um painel sobre as lideranças que transformam a região, com a participação de Noanny Maia, da Cacauaré, e Jana Borghi, do Impact Hub Belém. O evento também contará com uma programação paralela que oferece rodas de conversa interativas sobre o cenário pós COP30 e um minicurso focado em como elaborar projetos e captar recursos, ministrado pelos professores Helen Gonçalves e Marcos Seruffo. Na área de convivência, os visitantes poderão circular por uma feirinha com 12 marcas selecionadas de alimentos regionais, bioeconomia, moda e artesanato. Outra atração interativa será o Popopô de Impacto, onde os empreendedores vão subir a bordo de um mini barco dentro do espaço para apresentarem suas ideias em conversas rápidas de 5 minutos direto com os financiadores. Para fechar o dia celebrando a identidade paraense, a partir das 17h30 as atividades terminam com um passeio de barco na Baía do Guajará, partindo da Estação das Docas. O trajeto terá música ao vivo com carimbó e contemplação do pôr do sol em pontos históricos da cidade, como o Ver-o-Peso e o Mangal das Garças.