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Aterro sanitário alia destinação correta do lixo e geração de energia

No Pará, a Guamá Tratamento de Resíduos se tornou referência em tecnologia para proteção do meio ambiente e geração de riquezas a partir dos descartes domésticos

Conteúdo sob responsabilidade da Guamá Tratamento de Resíduos
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O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, traz este ano o tema “Ação Climática” e convida a sociedade global a agir em resposta aos sinais da natureza que ameaçam a vida na Terra. No centro dessa discussão, a destinação de resíduos se destaca por responder a uma parcela relevante das emissões de gases do efeito estufa.

De acordo com o Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE), em 2022 o Setor Resíduos foi responsável por 4,5% das emissões totais de CO2 equivalente no Brasil. Apesar da fatia ser menor do que a de setores como Agropecuária e Energia, os resíduos respondem por 14,9% das emissões de metano no país – um número relevante, já que este gás que tem potencial de aquecimento 28 vezes maior comparado ao do CO2.

Para enfrentar essa questão, a solução mais viável é o investimento em aterros sanitários modernos e capazes de receber os resíduos sem prejuízos ambientais. Conforme determina o Marco Legal do Saneamento e a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação adequada do lixo e o controle das emissões geradas pelos resíduos são medidas fundamentais para contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Tecnologia para proteger o meio ambiente

No Pará, o aterro sanitário de Marituba se destaca por ser o único de grande porte licenciado na Região Norte. O empreendimento, de responsabilidade da empresa Guamá Tratamento de Resíduos, recebe diariamente até 1.500 toneladas de lixo domiciliar de Belém, Ananindeua e Marituba.

No local, os resíduos são destinados a uma área impermeabilizada com geomembrana de mais de 208 mil metros quadrados, estrutura que ajuda a proteger o solo e os recursos hídricos. O local também conta com uma moderna estação de tratamento de efluentes, responsável por transformar o chorume em água limpa de reúso por meio de processos físicos, químicos e biológicos.

image Estação de tratamento transforma chorume em água limpa (Divulgação/ Guamá Tratamento de Resíduos)

 

Para garantir mais eficiência e segurança ambiental em toda a operação, a Guamá Tratamento investe continuamente em tecnologia e engenharia aplicada ao processamento de resíduos, adotando sistemas voltados à redução de impactos ambientais e ao aprimoramento das práticas de sustentabilidade.

Biogás se transforma em energia e créditos de carbono

Dentre as tecnologias disponíveis no aterro de Marituba, está a geração de energia elétrica por meio do biogás, produzido a partir da decomposição do lixo orgânico. A termoelétrica da Guamá, primeira do Pará e segunda da região Norte, possui a capacidade de gerar cerca de 740 MWh por mês, volume equivalente ao consumo médio de até 10 mil pessoas. Já o biogás que não é convertido em energia elétrica passa por um processo de queima controlada em flares industriais, evitando a emissão de metano na atmosfera e contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa.

O manejo adequado das emissões de carbono na Guamá possibilita a geração de créditos de carbono — certificados que comprovam redução nas emissões de gases do efeito estufa — que podem ser comercializados para apoiar instituições nas metas de descarbonização e enfrentamento às mudanças climáticas.

image Termoelétrica gera energia a partir da queima do biogás (Divulgação/ Guamá Tratamento de Resíduos)

 

O aterro sanitário de Marituba demonstra como a destinação adequada dos resíduos pode gerar impactos positivos que vão além da preservação ambiental. Reginaldo Bezerra, diretor da Guamá Tratamento de Resíduos, destaca a importância social e econômica do empreendimento, que gera emprego, renda e arrecadação aos cofres públicos. “O impacto positivo da nossa operação também se reflete no desenvolvimento socioeconômico da região, com a geração de mais de 300 empregos diretos e indiretos, dos quais 60% são ocupados por moradores do próprio município de Marituba. Até o final do ano, o empreendimento acumulará mais de R$ 56 milhões em impostos pagos, que se convertem em serviços públicos e desenvolvimento local”, afirma o gestor.

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