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Diabetes: saiba como diagnosticar

Em 2022 foram realizadas mudanças nos critérios de rastreamento do diagnóstico da doença

Lorena Saraiva

Perda de peso, fadiga e fome excessiva (polifagia) são alguns dos principais sintomas relacionados às altas taxas de glicose no organismo, o que deve ser um sinal de alerta para o diagnóstico de diabetes, doença causada pela produção insuficiente de insulina no pâncreas ou quando há resistência ou deficiência de insulina disponível resultando no quadro de hiperglicemia.

Ela pode ser diagnosticada a partir dos seguintes testes: glicemia de jejum, glicemia casual (para pacientes com sintomas clássicos da doença), hemoglobina glicada e teste oral de tolerância a glicose. A escolha do teste mais adequado fica de acordo com o médico e com cada tipo de caso. O Amaral Costa Medicina Diagnóstica oferece todos os exames apresentados acima em todas as suas unidades e alguns necessitam de uma preparação para que o resultado não sofra interferências.

O patologista clínico David Bichara explica sobre a importância do acompanhamento médico no diagnóstico da diabetes (Divulgação)

O médico David Bichara, patologista clínico e diretor científico do Amaral Costa, explica que para a dosagem de glicose é necessário o jejum de oito horas para a glicemia em jejum e para a glicemia casual e para dosagem de hemoglobina glicada não há necessidade de jejum.

Além dos sintomas de poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, fadiga e tendências a infecções, o resultado dos testes também podem indicar o diagnóstico de diabetes. Pacientes com taxas de glicose entre 100mg/dl e 125mg/dl são considerados na faixa de pré-diabetes e acima de 126mg/dl, são considerados como portadores de Diabetes.

O patologista clínico também detalha que os valores de hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% estão na faixa de pré-diabetes e valores de hemoglobina glicada maior que 6,5% são considerados portadores de diabetes.

Em casos de suspeita ou após o resultado dos exames, a recomendação é procurar um médico especialista em endocrinologia e metabologia para o início do tratamento, que vai depender de cada caso e cada paciente. Mudanças no estilo de vida, prática de exercícios físicos e prescrição de remédios orais ou insulina são algumas das medidas para tratar a doença.

Em 2022 ocorreram mudanças nos critérios de rastreamento do diagnóstico de diabetes, como destaca o Dr. Bichara. “A nova recomendação é que adultos com sobrepeso ou obesos devem ser rastreados para pré-diabetes e diabetes tipo 2 a partir dos 35 anos, em vez de 45”.

A ideia por trás dessa nova recomendação é que a prevenção, o diagnóstico e tratamento precoce possam ajudar os pacientes a evitar os inúmeros problemas de saúde associados ao diabetes não controlado, incluindo doenças cardíacas, derrames, doenças vasculares, perda de membros, perda de visão, danos nos rins ou ainda complicações da covid-19.

Quanto mais cedo as pessoas souberem que têm pré-diabetes ou diabetes tipo 2, mais cedo poderão implementar mudanças no estilo de vida, como uma dieta mais saudável e exercícios com mais frequência, o que pode levar à redução dos níveis de açúcar no sangue.

 

Amaral Costa
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